sexta-feira, 21 de abril de 2017

Coluna ''Fala SiFu'' ; Lee Moy Shan fala sobre Siu nim Tau - " The speech of SiFu" column; Lee Moy Shan talks about Siu nim Tau



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No retorno da aclamada coluna ''Fala SiFu'', teremos hoje não um texto, mas um vídeo de um dos maiores mestres de Wing Chun e uma lenda viva das artes marciais;  Douglas Lee ( Lee Moy Shan), um antigo discípulo de Grão Mestre Moy Yat em seu vídeo sobre Siu Lin Tau ( Siu Nim Tau) dá insights interessantes sobre este tema. O vídeo tem seu áudio original em inglês e esperamos que possa ser de utilidade a você amigo leitor.

On returning from the critically acclaimed  column"The Speech of SiFu" , we will have today not a text, but a video of one of Wing Chun's greatest masters and a living martial arts legend; Douglas Lee (Lee Moy Shan), an early disciple of Grand Master Moy Yat in his Siu Nim Tau video gives interesting insights on this subject. The video has its original audio in English and we hope it can be useful to you friend reader.












    











Dido
Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em Recife-PE-Brasil



Dido
Private disciple of SiFu Marcos de Abreu in Recife-PE-Brazil






quinta-feira, 13 de abril de 2017

Blog do Dido recomenda; Bruce Lee Finghting Method - Dido's Blog recommends; Bruce Lee's fighting method

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A coleção completa com os quatro livros Best Sellers sobre ''O método de luta de Bruce Lee'' . Escrito por Lee e M. Uyehara, '' Bruce Lee's fighting method the complete edition'' é um conjunto dos quatro livros (''Bruce Lee's fighting Method'', vol 1, 2, 3 e 4) que ganharam uma nova roupagem há uns 3 anos atrás e teve um relançamento comemorativo em uma única edição, condensando os 4 livros em um único! È uma coleção essencial para quem quer entender o fenômeno da técnica de Bruce Lee. O Blog do Dido teve acesso aos 4 livros na versão original em inglês e a edição comemorativa com nova capa. Os textos mais tarde serviriam de base para o famoso livro ''Tao of Jeet Kune Do'' . Imperdível!


The Complete Collection with the four books Best Sellers '' The Bruce Lee Fighting Method ''. Written by Lee and M. Uyehara, Bruce Lee's fighting method the complete edition is a set of four books (Bruce Lee's fighting Method, vol 1, 2, 3 and 4) that have won a new edition there More or less 3 years ago and had a commemorative re-release in a single edition, condensing the 4 books into one! It is an essential collection for anyone who wants to understand the phenomenon of Bruce Lee's technique. The Dido Blog has access to the 4 books in the original English version and the commemorative edition with a new cover. Later texts would serve as a basis for the famous book '' Tao of Jeet Kune Do ''. Unmissable!




    











Dido
Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em Recife-PE-Brasil



Dido
Private disciple of SiFu Marcos de Abreu in Recife-PE-Brazil

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Guia de como lidar com os altos e baixos de uma escola de artes marciais - portuguese only -

Quando se abre uma escola de artes marciais no Brasil, muitas pessoas pensam em como vão tornar suas escolas famosas, com muitos alunos, com reconhecimento do público e visam em última instância, somente o sucesso comercial.  Mas na verdade, muitos desafios e inconstâncias fazem parte deste ''empreendimento''. Uma série de fatores devem sempre ser levados em consideração e nunca, nunca devem ser negligenciados.
È impressionante o número de profissionais que ao abrirem suas escolas, se frustram ao longo do tempo, quando descobrem que aquela meta planejada desde o início se torna algo impossível de se alcançar e acabam fechando suas portas. Muitas escolas com bastante potencial acabam fechando antes mesmo do primeiro ano de funcionamento por fatores diversos e são esses fatores, junto com outros aspectos inerentes que iremos discutir nesse artigo. Como abrir uma escola? Como manter meus alunos por mais tempo? Como tratar um negócio sem esquecer o viés tradicional do estilo marcial?
Essas são apenas algumas das perguntas que profissionais da área se fazem o tempo todo e estão pesquisando o tempo todo. Neste artigo, pretendo esmiuçar alguns aspectos dentro da minha própria experiência e de pesquisas feitas ao longo do tempo. Para facilitar,  vamos dividir essa discussão em dois tópicos distintos; A visão ''empresarial'' e a visão do ''molde marcial tradicional''. Os primeiros tópicos irão focar na visão empresarial, assim sendo;



''Visão empresarial de uma escola de artes marciais'';


Da preparação profissional, relação-produto/demanda


A primeira coisa que temos de ter em mente é que não importa as dependências onde uma escola está estabelecida, muito embora uma escola deve ter a mínima estrutura ,tanto em termos burocráticos, possuir boa localização, ter feito um estudo minucioso detalhado da concorrência direta e indireta, do local, enfim...visando sempre ''oferecer o melhor serviço pelo melhor preço'' ( lembrem-se dessa frase o tempo inteiro!) . O ponto primordial, antes de tudo, é a formação íntegra do professor e qual o tipo de ''produto'' a escola está a oferecer. A preparação e qualificação depende unicamente se o professor estuda/pratica a arte marcial com um mestre sério, se é reconhecido no meio marcial, se possui o conhecimento mínimo para guiar uma turma, etc, etc...Isso já foi amplamente discutido aqui no blog na série de postagens sobre os ''Picaretas no Wing Chun''...

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Por outro lado, o público uma vez identificado, a escola deve ter a exata clareza do que está sendo oferecido. Não adianta um aluno chegar e querer impor o seu gosto pessoal só porque este irá gerar números para a escola. Ele tem de entender qual é o tipo de ''produto'' está sendo oferecido para então decidir, se quiser ''comprar'' esse produto, ou não. Claro, que o pretenso aluno irá chegar na escola com alguns objetivos pré-determinados, sendo os principais ou mais comuns; Entrar em forma, aprender a se defender, ganhar massa muscular ou fazer uma atividade física para descontrair, mas independentemente disso, ele terá de realmente saber se de fato o produto oferecido é aquele que ele está buscando....
Da parte da escola/professor, saber identificar um público alvo é de extrema importância, tanto quanto fazer a divulgação adequada. Para tanto, trabalhar e desenvolver um material autoral com o que se tem ás mãos é um passo fundamental para que a escola não venda ''gato por lebre'', nem faça com que o público fique confuso. Por exemplo; Durante meu curso de Gestão de qualidade e visão empresarial integrada, uma das alunas da EAD em seu trabalho, utilizou a imagem de um produto Y, da empresa X, para divulgar a sua empresa Z...Obviamente ela não tirou uma boa pontuação no trabalho, já que utilizar material de terceiros faz com que as pessoas tenham uma ideia errada de qual produto está sendo divulgado, e não do produto real oferecido. O que trocando em miúdos significa;  '' propaganda enganosa''.... Ter símbolos e logos originais, criar e explorar a estrutura da escola nas mídias, para que visem identificar e dar uma ''cara'' para a escola de artes marciais é ponto primordial e aula básica de marketing!

Da minha experiência, sempre lecionei em centros e academias que possuíam mais de uma modalidade marcial, com imagens já estabelecidas e estruturas organizadas em algumas outras ( Aqui eu abro um parêntese; O ideal é que se tenha o próprio espaço, para ter maior controle daquilo que está sendo ''vendido''. Muitas vezes, devido as restrições de locais e outras problemáticas, muitos professores tendem a 'alugar um horário' em academias de danças ou de musculação, o que também é uma boa saída). Mas algumas escolas possuíam  até mesmo professores da mesma modalidade que a minha, o que significa concorrência direta dentro do próprio ambiente; O que cabe á escola fazer nesses casos para divulgar cada modalidade sem causar confusão?

Um; saber diferenciar cada modalidade e explicitar isso ao público. Fandangos não é o mesmo que Cheetos, embora ambas sejam salgadinhos. Hung Gar não é o mesmo que Choy Lee Fut ou Wing Chun da linhagem X não tem absolutamente nada a ver com o Wing Chun da linhagem Z, embora ambos sejam Kung Fu. Kung Fu, tendo variantes estilísticas, devem ser apresentados como tal.

Dois; Entender que independente de tudo, trabalhar em um grupo,significa ''jogar para o grupo''. Toda e qualquer mídia deve ser feita em cima da imagem do grupo, não de uma ou duas pessoas em específico. A cara da empresa não deve ser a sua cara, ou a cara de fulano ou ciclano (incluindo ai os proprietários). È a cara da empresa que deve aparecer em todas as mídias e layouts!

Terceiro; Cada um deve trabalhar sua especificidade sem interferir nas demais modalidades. Isso é um ponto crucial para que a escola flua sem problemas. O famoso ''cada um no seu quadrado'' ajuda em muito e evita pelo menos 50% de problemas relacionados!


1 - Ao abrir sua escola, prepare-se para fechá-la!

A primeira coisa que temos de ter é um planejamento completo, incluindo a possibilidade de fechar a escola! Aliás, isso não é uma possibilidade, é um fato! Ao abrir sua escola de artes marciais, o único caminho que ela irá seguir é para um dia, ser fechada. Tirando as possibilidades de mudanças de locais, professores, alunos e etc, a única coisa que se poderá fazer no futuro depois que se abre uma escola de artes marciais, falando em atitudes drásticas, é invariavelmente fecha-la. O grande desafio é fazer com que isso se torne parte do planejamento. Obviamente que ninguém deseja ao abrir sua escola, só para a gerir mal e fechar suas portas após um período X. Mas é necessário entender as demandas e saber entender qual é a hora de parar. Já dizia o ditado que a grande graça não é ficar até o final da festa, mas saber o momento exato de sair de ir embora! Os próximos tópicos á partir deste ponto estarão focados no que acontece entre o processo de ''abrir'' a escola e o processo ''fechar''...

2 - Quando o sucesso bate a porta ( ???)
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È extremamente normal acontecer de alguém abrir uma escola de artes marciais e utilizar-se de mídias para divulgação do seu trabalho. Todos já sabem a cartilha; Rádio, Tv e internet ( inclua ai também panfletagem e o famoso boca-a-boca) são os meios mais eficientes de se fazer uma boa e ampla divulgação de suas aulas ou da escola. Atualmente, a demanda por vídeos demonstrativos, vídeo-aulas, resenhas e etc, são a ''onda da vez''. Quando isso acontece, é natural que exista uma forte demanda e que aconteça um ''boom'' de procura. Isto pode durar algum tempo, á depender de algumas condicionantes, como por exemplo, horários, localização, identificação pessoal, etc. A função da escola é e continua sendo, prestar o serviço á qual foi solicitado da mesma maneira a qual se propôs. Se o lema da escola for ''oferecer o melhor serviço pelo melhor preço'', esse lema não deve ser alterado para se adaptar a nenhum requerente ( leia-se cliente). Simples assim. O sucesso que advirá, é mera consequência do trabalho e por suposto, deve fazer parte do planejamento como alternativa A, junto com a alternativa B; O fracasso, também como possibilidade e consequência . Isso vai evitar a famosa ''desilusão'', quando algo ruim se sobrepor no futuro e fará com que você possa ter os pés no chão para não se encher de arrogância quando estiver na crista da onda.


3 - E quando o tal ''sucesso'' demora?

A frase é clichê mas só no dicionário o sucesso vem antes do trabalho. Ter uma estrutura de trabalho que vai além do próprio espaço físico em ambiente propício deve ser feito antes que qualquer pessoa possa ser considerada um pretenso-aluno. Se a ''grande onda'', ainda não veio, a ideia é relaxar e continuar trabalhando. Seus futuros alunos estarão além do esquadro de sua janela e uma hora, irão aparecer...

4 - Altas e baixas temporadas

Pela minha própria experiência, alunos vem e vão o tempo todo. Não tem muito dessa de ''período propício '' ou ''temporadas boas e ruins''. Na verdade até existe, mas para quem trabalha em uma constante, isso não deveria ser uma problemática. Então, alunos vem e vão, invariavelmente. Simples assim. È bastante comum que alguns tipos de aluno permaneçam o máximo de tempo possível e as vezes, permanecem anos numa escola. Por outro lado, é extremamente comum que alunos passem por um período de treino curto, ou de alguns meses, e depois abandonem o treino. Muitos questionamentos são feitos nesse processo; Se o método está sendo bom, se algum tipo de insatisfação motivou a saída de determinados alunos ou qualquer outro motivo. Independente do que seja, alguns acabam voltando, outros não mais. Se o professor for um professor qualificado - e aqui excluímos a possibilidade já de cara de algum ''erro'' no método, já que o produto oferecido corresponde com o produto final e com o produto oferecido - não haverá problema, mas, sim, o aluno não se satisfaz com as exigências e ai a responsabilidade é toda dele.

De maneira geral, independente do período de vacas gordas ou magras, a função da escola é oferecer o serviço visando melhorias estruturais, mantendo a qualidade estrutural do local e facilidades burocráticas. Obviamente que num período de vacas gordas, a escola pode apresentar melhor desempenho em âmbitos gerais, apresentar promoções, descontos, etc... E no período inversamente proporcional, fazer adaptações para se adequar, intensificar chamadas, fazer um marketing mais abrangente, etc. O que não pode haver é a sensação de ter sido pego de surpresa em nenhum dos casos!


A visão marcial tradicional x relação de compra e venda de produto

Agora vamos observar o mesmo ponto de vista por outro ângulo; A visão ''tradicional'' de ensino marcial. Uso esse termo ''tradicional'' para distinguir da visão ''empresarial''. Não quer dizer absolutamente nada além disso, mas isso vai servir para especificar o ramo de atividade que estamos discutindo, o ensino marcial...sendo assim, vamos lá...



1 - O momento crítico; E quando a 'onda passar'?


Se um aluno passa um período de alguns meses na escola e após isso, desiste do treinamento ainda com alguma reclamação pra fazer, do método, do estilo ou de qualquer coisa relacionada a arte,  não cabe a escola - que no caso dos 'espaços alugados', por exemplo, já tem total conhecimento de qual tipo de arte marcial está oferecendo - tentar ''adaptar'' o treinamento para satisfazer o aluninho birrento. A arte é, por si só, um legado marcial que atravessa séculos a fio e que está sedimentada em experiências de vários guerreiros que literalmente deram a vida para que a técnica se tornasse realmente efetiva, através de um treino árduo, através das gerações...Isso tudo só para que um aluninho que acabou de chegar no mundo e já quer mudar tudo só pra que o seu gosto pessoal possa se satisfazer? É isso mesmo produção???

Sejamos francos; Muitas academias hoje em dia fazem adaptações do treinamento marcial com cross-fit, ou com uma visão mais modernizada, ou o que raios for,  apenas para fazer com que seus alunos passem horas batendo nas manoplas e nos sacos de pancadas da vida, sem nenhum tipo de entendimento do pra quê e do porque estão fazendo aquilo. Isso visa somente uma coisa; Número$....

Não quero dizer neste artigo que as aulas devem ser levadas a ferro e fogo como eram nos tempos imemoriáveis dos antigos mestres, até mesmo porque, em se tratando de arte marcial, as lutas e métodos de treinamento passam por modificações há cada 20, 30 anos em média. Mas é incoerente - pra ser menos agressivo aqui - que se ignore totalmente a forma tradicional, a essência daquilo que se formou como curriculum marcial, como todos os seus aspectos, como técnicas práticas, estudos genealógicos, conceitos inerentes, etc, etc..só para atrair números...E não, não adianta sequer alterar nomes e fazer carnaval em cima com o mesmo, só para, mais uma vez, atrair nùmero$...

A arte marcial deve ser encarada como tal! Sem mais, nem menos que isso! Isto posto, a primeira coisa é que se um aluno sai insatisfeito, isso não significa método ruim, nem inconstância de aulas, nem falta de metodologia, nem qualquer outra desculpa esfarrapada que ele possa dar...Como dito lá em cima, alunos vem e vão. Aqueles que se mantém na escola são aqueles que enxergam com clareza aquilo que está sendo ensinado, ou seja, sabem o que está sendo oferecido com o produto e antes de tudo, devem ter a consciência de que a arte não se adapta a ninguém, mas que eles devem se adaptar a arte, caso ela combine com a pessoa. Elas entendem desde o início que existem aspectos que não podem ser negligenciados e entendem um aspecto importante, que será discutido no próximo tópico.


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2 - O papel do professor e do aluno






Não interessa o quão bom um professor seja, mas o quanto um aluno deseja aprender. Parece meio clichê, mas é pura verdade...
Não importa se o professor ganhou prêmios, se lutou muito ou pouco. Em ultima instância e em termos de treinamento e didática, o que interessa de fato é o quanto um aluno vai se dedicar e o quanto ele mesmo quer crescer tecnicamente.
O professor estará ali não para puxá-lo pela mão, ou dizer  o quanto ele faz bem uma determinada técnica, ou o quanto ele entende dos princípios conceituais da arte. Ninguém, absolutamente ninguém , poderá andar com os pés do aluno. O aluno será exigido! Ele será exigido á treinar duro, a fazer o que o professor está orientando e fazer bem, dentro do que o professor enxerga como técnica adequada. O aluno não deve fazer menos daquilo que o professor pede. Se ele fizer bem o professor deve dar prosseguimento, pois haverá desenvolvimento. Se o aluno, mesmo executando mal uma técnica, mas mesmo assim, dando seu melhor, também se desenvolverá, porém mais lentamente. Em todos os casos, o papel do aluno é praticar, treinar aquilo que está sendo passado e se esmerar já que é ele mesmo quem vai dizer até onde quer chegar e até que ponto ele pode crescer na arte. Caso contrário, o aluno estará apenas se enganando e pagando por uma mensalidade para aprender alguma coisa que não vai servir pra nada.


Já o professor, este, estará lá...não para ser um facilitador, mas para ser um ''dificultor''. Ele provavelmente passará tarefas e exercícios que terão seu grau de dificuldade aumentado á cada momento e fará com  que o aluno encare o sentimento de frustração. Seja na atividade em sí, seja por ter de repetir inúmeras vezes uma determinada técnica, seja por achar as aulas teóricas mais chatas do que as aulas práticas ou vice-versa. Como dito antes, o problema não é do método, do professor ou do que seja; Ou você combina com a arte ou não! Não existem meios-termos. O professor, ou professora estará lá, não importa o que aconteça...

Não desconsiderando o fato de que o professor precisa ter seu trabalho valorizado, e o aluno deve dar valor a mensalidade que paga, justamente dando o melhor de sí e seguindo as instruções do professor.  Para que um instrutor gaste seu tempo, mesmo sendo uma hora de aula por exemplo ( Na china continental, as aulas regulares não passam muito de um período de mais de 2 horas, sendo 1 hora de treino em média) , é preciso que se pague um preço justo por seu trabalho.Isto é um assunto por demais extenso que pretendo abordar em outro momento com mais detalhes.


3 - Todo aluno desistente tem uma desculpa;


No fundo, o que acontece frequentemente nos momentos de baixa de uma escola de artes marciais é que nenhum aluno irá chegar para a administração, ou mesmo para o professor e dizer; - '' Estou desistindo porque EU não consigo! A arte Y não combina comigo!'' ou então, '' Sinto muito mas estou me esforçando demais,sou preguiçoso e estou cansado, não consigo, isso não é pra mim...'', ou algo como; - ''Eu pensei que era fácil, mas estou desistindo porque não sinto que estou aprendendo!'', ou ainda ; - ''Eu não gostei deste estilo e não vou prosseguir, vou procurar outra coisa.'' E ainda sim, haverá os que dirão isto, o que é mais que natural.

Mas vá por mim; 99% dos alunos desistentes de uma escola de artes marciais vão ter uma desculpa como; Horário, faculdade, falta de emprego, mulher grávida, se o aluno tem um emprego ,então é o horário de trabalho, desânimo com as aulas, pouco tempo para a prática e por ai vai....
Para eles, o problema nunca está nele mesmo, mas sim no professor, no método, no ar condicionado, no horário, na localização, na hora da saída da escola, por estar treinando com gente idosa demais, ou nova demais....Ou seja, eles tem sempre uma desculpa!
E ai voltamos ao tópico acima; Numa escola de artes marciais tradicionais, o individuo é a peça chave!  È o aluno quem tem de treinar, ele é quem tem de praticar. È ele mesmo quem diz se um dia ele vai ser o novo Bruce Lee ou se não vai passar de um  Zezinho da esquina, sacou? Não é o professor, ou a escola...ou o que seja. A escola é o local, o professor é o cara que vai te dizer como fazer e o que fazer, mas fazer de fato, é você! Se um aluno não quer ser exigido, ou treina displicentemente, ou simplesmente acha que sabe demais, ou espera que o professor faça o que ele quer ...a tendência é que esse tipo de aluno permaneça - na melhor das hipóteses - seis meses na escola. Se brincar, não dura um mês!

4 - Como então permanecer o máximo de tempo com o máximo de alunos?

Em se tratando de artes marciais, não existe uma cartilha a ser seguida para que isso aconteça. O que vai existir é uma identificação do aluno com o estilo, não importa se ele pratica isso numa academia luxuosa na china continental, ou se ele pratica dentro da garagem da casa do mestre no subúrbio, ou se ele tem a sorte de ter um professor qualificado como vizinho e ele pode praticar no quintal da sua casa. A arte acontece independente do local físico, mas sim com as pessoas capacitadas para tal. Se um aluno deseja realmente seguir um caminho marcial específico, até debaixo dágua ele treina e estuda! O contrário também acontece; Se o aluno ( ou em alguns casos, o cliente) não se identificar, não tem santo que o faça continuar na sua escola. Obviamente há aqueles que descobrem do nada uma determinada modalidade e se ''apaixonam'' perdidamente pela prática. Mas isso é 1 em cada 10 ou 20 pessoas, ainda mais se levando em conta o quanto temos de acesso á informação.

A ideia é sempre a mesma, sem variantes; Oferecer o melhor serviço pelo melhor preço. No entanto, a visão tradicional das artes marciais nos direcionam para uma relação muito mais profunda do que apenas uma relação de ''compra e venda''. Algumas escolas tentam equalizar isso de maneira bastante honrosa, outras, simplesmente esquecem um aspecto em detrimento ao outro. O ideal é estar atento as mudanças e demandas antevendo as situações que podem advir, sejam elas boas ou ruins. Em todo caso, vale o conselho dado neste artigo; Trabalhe da mesma maneira sempre! Tanto em momentos de ''altas'', ou de ''baixas''. Afinal, para quem trabalha, ensina e pratica algum estilo de artes marciais,e tem uma escola, o desenvolvimento corre em um fluxo constante e não pára! 


Até a próxima


    












Dido
Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em Recife-PE-Brasil

sábado, 1 de abril de 2017

Cona; Palestra de SiFu Marcos - Cona; SiFu Marco's Speech

O Cona, Congresso nacional de artes marciais exibiu neste ultimo dia 23 a palestra de meu SiFu, SiFu Marcos de Abreu em sua grade. Foi um momento histórico dentro do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Brazilian Wing Chun Academy e de seus núcleos espalhados pelo Brasil.
Nossa participação foi bastante modesta mas no entanto, bem significativa, já que fomos o único núcleo fora do estado de salvador á participar ativamente nesta palestra, onde pudemos demonstrar algumas combinações utilizando Kwan Sau.

A transmissão foi feita para todo o Brasil e segundo os organizadores, teve um grande índice de audiência.

Confira algumas imagens cedidas e feitas por nós durante a transmissão ao vivo!


Cona, the National Congress of martial arts, presents on this last 03/23 a speech from my SiFu, SiFu Marcos de Abreu in his note. It was a historic moment in the work that has been developed by the Brazilian Wing Chun Academy and its nuclei spread throughout Brazil.
Our participation was quite modest but nevertheless very significant, since we formed the only nucleus for the state of savior, where we could demonstrate some combinations using Kwan Sau.

The broadcast was made all over Brazil and according to the organizers, had a high ratings.

Check out some images courtesy of us during a live broadcast!













O video demonstrativo de SiFu já está em nosso canal! Confira: 
The SiFu demo video is already on our channel! Check it out:




Até a próxima
See you later




    














   Dido.
   Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em PE.
   Dido
   Private disciple of SiFu Marcos de Abreu in Recife - PE - Brazil

domingo, 26 de março de 2017

Termos comuns estruturais e hierarquicos dentro do sistema Wing Chun - Common structural and hierarchical terms within the Wing Chun system

Muitas vezes, para um tutor, é extremamente difícil exemplificar e explanar de forma aprofundada sobre alguns termos utilizados no sistema wing chun, principalmente abrangendo suas possibilidades e desdobramentos, a menos que este já seja  um mestre qualificado. No entanto, é de extrema importância ter pelo menos uma noção do que cada termo pode representar e seus significados práticos e simbólicos dentro do estudo do sistema wing chun. Isso garante, além de um bom conhecimento teórico, um bom comportamento mediante sêniors e como nos dirigir á determinadas pessoas dentro da família kung fu, sem causar para sí nenhuma saia justa; Por exemplo, já vi praticante se referir ao seu Sibaakgung ( tio avô marcial) como seu Sibaak ( tio mais velho marcial), o que convenhamos, não é nada elegante.


Often, for a tutor, it is extremely difficult to exemplify and explain in depth some terms used in the wing chun system, especially covering its possibilities and unfolding, unless it is already a qualified master. However, it is of extreme importance to have at least a sense of what each term can represent and its practical and symbolic meanings within the study of the wing chun system. This guarantees, besides a good theoretical knowledge, a good behavior through seniors and how to address certain people within the kung fu family, without causing to him no skirt fair; For example, I have seen practitioner refer to his Sibaakgung (grandfather martial uncle) as his Sibaak (older martial uncle), which, let's face it, is not at all appropriate.


Sendo assim, na postagem de hoje vou listar alguns termos mais frequentemente utilizados dentro do sistema Wing Chun, de maneira á priorizar as relações  diretas de família kung fu ( aqui eu excluo ''primos Kung fu'', já que se trata de uma relação indireta) focando nas relações onde mais se pode haver influência de estudo conceitual e prático. Tudo dentro da família kung fu você deve levar em conta a sua própria posição em relação as pessoas antes de chamar alguém de irmão mais velho ou mais novo. No entanto, a ideia aqui é apresentar de forma bastante resumida e superficial, para que possa ser o início de pesquisas mais aprofundadas por parte do amigo leitor. Espero que possa ser útil de alguma forma, já que muitos desses termos, também são utilizados em vários outros estilos e sistemas de kung fu, que compartilham do cantonês como língua mãe e também do mesmo sistema familiar tradicional chinês. Não se trata aqui de traduções ao pé da letra, portanto. Mas apenas um norte para que o praticante possa aprofundar seus estudos.


Thus, in today's post I will list some of the more frequently used terms within the Wing Chun system, so as to prioritize direct kung fu family relationships (here I exclude "Kung fu cousins", since it is a relationship Indirect) focusing on relationships where there is more influence of conceptual and practical study. All within the kung fu family you should take into account your own position towards people before calling someone older or younger brother. However, the idea here is to present in a very brief and superficial way, so that it can be the beginning of further research by the reader. I hope it can be useful in some way, since many of these terms are also used in various other styles and kung fu systems, which share Cantonese as the mother tongue and also the same traditional Chinese family system. It is not, therefore, a question of verbatim translations. But only one north so that the practitioner can deepen his studies.




Estrutura familiar do sistema Wing Chun





Relações diretas e termos relacionados
Direct relationships and related terms


Kung Fu (功夫) - A habilidade desenvolvida após investimento de tempo e prática
Kung fu  (功夫) - Skill developed after investment of time and practice
Mun  (門)– Família
 Mun (門) - Family 
Família Kung Fu – (門功夫)- Refere-se ao Clã marcial
Kung Fu Family - (門功夫)-  Refers to the Martial Clan
Wing Chun Kuen Phai  -( 詠春拳館 )- Estilo dos Punhos de Wing Chun -
Wing Chun Kuen Phai  -( 詠春拳館 )-  Wing Chun Fist Style
Mo Gun (武館)– Ginásio marcial
Mo Gun (武館)– Martial Gym
Chung Si (宗师) Alto especialista em determinada habilidade. Pode-se considerar Mestre de Mestres.
Chung Si (宗师) High expert on a certain skill. One can consider Master of Masters.
SiFu  - ( 師父) –Líder da Família(門)kung fu
SiFu -( 師父) -  Leader of kung fu family
Si Mo (師母)–  Esposa do SiFu
Si Mo (師母)–  SiFu's wife
Sing Sang (先生) – Esposo da mestra ( SiMo) ( Quando este não pratica kung fu)
Sing Sang  (先生) - Master's Husband (SiMo) (When he does not practice kung fu)
Si gung (師公)– Mestre de seu SiFu -
Sigung (師公)– -Master of your SiFu
Si Tai (師太) Esposa do Sigung -
 Si Taai (師太)-Wife of Sigung
Si taai gung  (太師公)– Mestre de seu Sigung.
 Sitaaigung -(太師公)–  Master of his Sigung
Si taai po – (師太婆) Esposa do Si taai gung -
Si Taai Po (師太婆) Si  taai gung's wife
Si HIng - ( 师兄 )Irmão mais velho de kung fu ( aquele que chegou primeiro á escola)
Sihing - ( 师兄 )Kung Fu elder brother (the one who first came to school)
Si Dai  (师弟)– Irmão mais novo de kung fu
SiDai  (师弟) Little brother of kung fu
Si Je -  (师姐)– Irmã mais velha de kung fu
Si Je -  (师姐)Older sister of kung fu
Si Mui  (師妹)– irmã mais nova de Kung Fu
Si Mui  (師妹)– younger sister of Kung Fu
To dai - (兄弟) Aluno regular
To dai - (兄弟)Regular student
Si Bak (師伯) É o irmão mais velho (Sihing) do Sifu
Si Bak (師伯) Is Sifu's older brother
Si Sok (師叔) É o irmão mais novo (Sidai) do Sifu
Si Sok (師叔) Is the younger brother (Sidai) of Sifu
Si Jo (师祖) Designa o Mestre do Sitaigung ou o grande Mestre
Si Jo (师祖)Designates the Master of Sitaigung or the grandmaster







Termos comuns
Common terms







Saam Faat (心法) Vida Kung Fu – Método de ensino baseado na convivência SiFu-Todai
Saam Faat (心法) Kung Fu Life - Method of teaching based on the SiFu-Todai coexistence


Kuen Sut (拳術) Sistema marcial ( refere-se aqui á sistematização técnica que define um estilo)
Kuen Sut (拳術) Martial system (refers here to the technical systematization that defines a style)


Hai Tong (系 統) Sistema (isso em uma definição comum, no caso do Wing Chun, Hai tong refere-se á um sistema de variação, ou uma sistemática estabelecida e que pode aparentar ter delimitações mas que pode advir da adaptação ás variações apresentando intrinsecamente variáveis incontáveis)
Hai Tong (統 統) System (this in a common definition, in the case of Wing Chun, Hai tong refers to a system of variation, or an established systematics and which may appear to have delimitations but which can result from adaptation to the variations presenting Intrinsically variable countless)
Siu Nim Tau (小念頭 ) pequena ideia inicial – primeiro nível de treinamento do sistema Wing Chun
Siu Nim Tau (小念頭) small initial idea - first level training Wing Chun system



Chum Kiu (尋橋) Afundar a Ponte – Segundo nível de treinamento do sistema Wing Chun 
Chum Kiu (尋橋) Sink Bridge - Second level training Wing Chun system



Biu Ji  (鏢指 ) Dedos penetrantes – Terceiro nível de treinamento do sistema Wing CHun
Biu Ji (鏢指 ) Penetrating fingers - Third level training Wing Chun system



Mui Fa Jong( 梅花樁)- Pilar da flor de ameixeira – Quarto nível de treinamento do sistema Wing Chun- Engloba o Muk yan Jong – Boneco de madeira  (木人桩 ) e o Geurk Jong – pilar da flor de ameixeira (腳樁)
Mui Fa Jong (梅花樁) - Pillar of the plum blossom - Fourth level training system Wing Chun - Encompasses the Muk yan Jong - Wooden man (木人桩) and Geurk Jong - pillar of the plum blossom (腳樁)


Luk Dim Bun Gwon (六點半棍) –Bastão de seis pontos e meio – quinto nível de treinamento do sistema wing chun
Luk Dim Bun Gwon (六點半棍) - Six-and-a-half points - fifth level training wing system


Bot Jam Dou (八斩刀)- Facas de oito cortes – Sexto nível de treinamento do sistema Wing Chun
Bot Jam Dou (八斩刀) - Knives of eight cuts - Sixth level training Wing Chun system



Mo Lam (武林) Circulo Marcial – Refere-se á comunidade marcial de forma geral abrangendo também a familia kung fu
Mo Lam (武林) Martial Circle - Refers to the martial community in general, also covering the kung fu family



Seung Chi Sao (雙黐手),Chi sau com as duas mãos ( double-hands chi sau)
Seung Chi Sao (雙黐手), Chi sau with two hands (double-hands chi sal)



Linha Central (中心线) Conceito de atacar sempre pela menor distância
Central Line (中心线) Concept of always attacking for the shortest distance



Dui Ying (對形) Oposição frontal; Significa estar de frente para seu adversário.
Dui Ying (對形) Frontal opposition; It means facing your opponent.



Chung Chi (大前锋) Conceito de energia (esforço) para frente.
Chung Chi (大前锋) Energy concept (effort) forward.



Jong Sau"(樁手) – Estrutura com as mãos- posição de guarda.
Jong Sau "(樁手) - Structure with hands-guard position.



Kau Sau (扣手) – Mão de emergência
Kau Sau (扣手) - Emergency hands



Yat Ji Jung Choi (日字中拳) Soco com o punho na posição do caractere ‘’sol’’
Yat Ji Jung Choi (日 字 中 拳) Punch with the fist at the position of the '' sun '' character



Siu Ye Kuen (少爷拳) A arte marcial dos jovens senhores
Siu Ye Kuen (少爷拳) The Martial Art of Young Lords



Hoi Kuen (開拳) Abertura da fase de mãos vazias
Hoi Kuen (開拳) Opening of the empty-handed phase



Hoi Jong (開樁) Abertura da fase Muk Yan Jong
Hoi Jong (開樁) Opening of the Muk Yan Jong stage



Hoi Gwon (  開 棍)Abertura da fase Luk Dim Boom Gwon
Hoi Gwon (開 棍) Opening of the Luk Dim Boom Gwon phase



Hoi Dou (開刀) Abertura da fase Bot Jam Dou
Hoi Dou (開刀) Opening of the Bot Jam Dou phase



Baai Si ( 拜師)Cerimonia de admissão na família kung fu
Baai Si (拜師) Admission ceremony in the kung fu Family


Estes são apenas alguns dos termos mais conhecidos dentro do sistema Wing Chun. Obviamente, existem muito mais. Mas como dito, este post é para criar a possibilidade de se encontrar alguns dos termos mais utilizados e a partir daí, o amigo leitor ir atrás de mais informações para estudos.
These are just some of the best-known terms within the Wing Chun system. Obviously there are many more. But as said, this post is to create the possibility of finding some of the most used terms and from there, the reader friend go after more information for studies.

Um forte abraço e até a próxima
A big hug. See you later





    














   Dido.
   Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em PE.
   Dido



sexta-feira, 24 de março de 2017

Seminário de Defesa Pessoal feminina - Women's Self-Defense Seminar

Ano passado, tivemos nosso primeiro seminário sobre defesa pessoal feminina, ocorrido na Eden - escola de danças e exercícios naturais, onde está situado nosso núcleo da Brazilian Wing Chun Academy aqui em Recife. Quer conferir como foi? Assista o video abaixo..


Last year, we had our first seminar about women's personal self-defense, held at Eden - dance and enatural exercises school, where our Brazilian Wing Chun Academy group is located here in Recife. Want to check it out? Watch the video below ..


 
 


    














   Dido.
   Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em PE.
   Dido
   Private disciple of SiFu Marcos de Abreu in Recife - PE - Brazil

terça-feira, 14 de março de 2017

Histórias de um MoGwun; O dia em que meu aluno aceitou um desafio! Stories of a MoGwun; The day my student accepted a challenge!

( Entrada do centro de artes marciais BushiDo)
(Entrance of BushiDo martial arts center)
 
Graças ao meu então aluno Augusto Pereira, assim que retornei a Recife da minha ultima ida á casa de SiFu, comecei já no mês seguinte a lecionar no Centro de artes Marciais Bushido, que fica no centro do Recife até hoje. Até então, eu não imaginava que o nosso país passaria por uma crise e a falta de grana me faria passar mais tempo longe da escola do que eu havia planejado. Mas de toda a sorte, alguns meses depois, eu já estava com uma turma formada e as aulas aconteciam sempre três vezes por semana com três horas de treino em média.

Thanks to my then student Augusto Pereira, as soon as I returned to Recife from my last trip to SiFu's house, I began the following month to teach at the Bushido Martial Arts Center, which is in the center of Recife until today. Until then, I had not imagined that our country would go through a crisis and the lack of money would make me spend more time away from school than I had planned. But by all means, a few months later, I was already with a class, and classes always happened three times a week with three hours of training on average.


A minha primeira turma dessa fase, com exceção de um único aluno que expulsei devido á falta de disciplina, se tornaram amigos pessoais e alguns, continuam treinando , pelo menos pelo que soube de oitiva, mesmo não frequentando nossa escola, continuam praticando. Assim foi com Elias Junior e Ialley Lopes.
Elias era meu vizinho desde quando eu ainda morava com meus pais e foi ele quem trouxe Ialley para a nossa escola, sendo seu Gai Suy Yan ( apresentador formal). Em pouco tempo, ambos estavam dominando os básicos do primeiro nível com bastante segurança. Você pode ler os seus depoimentos na página ''Depoimentos'', logo acima.

My first class of this phase, with the exception of a single student that I expelled due to lack of discipline, became personal friends and some, continue to train, at least for what I learned about otives, even though they do not attend our school, they continue to practice. So it was with Elias Junior and Ialley Lopes.

Elias had been my neighbor since when I still lived with my parents and it was he who brought Ialley to our school, being his Gai Suy Yan (formal presenter). In a short time, both were mastering the basics of the first level quite safely. You can read their testimonials on the '' Testimonials '' page, just above.


Como o centro de artes marciais Bushido também envolviam outras práticas marciais em horários próximos, alunos de Muay Thay e de outras modalidades muitas vezes assistiam nossos treinos e ficavam bastante curiosos em relação ao que estávamos treinando. Certa vez um sujeito, proprietário de uma academia de MMA, chegou a mandar um desafio para mim, dizendo que em alguns dias viria lutar comigo. Então, orientado por SiFu, não mandei recado de volta e esperei para que ele aparecesse lá na escola, mesmo que pra qualquer outra coisa.
 Sendo assim, quando o encontrei,  disse ao tal sujeito que se ele quisesse realmente lutar, faríamos ás portas fechadas e com a chave da porta de saída no meu bolso; A única maneira de ele sair dali era me nocauteando ou sendo chutado de lá pra fora, exatamente como Sitaaigung Duncan fazia nos anos 70. O cara nunca mais voltou lá....

As the Bushido martial arts center also involved other martial practices at close quarters, students of Muay Thay and other modalities often attended our training and were quite curious about what we were training. Once a guy, owner of an MMA academy, even sent a challenge for me, saying that in a few days he would come and fight me. Then, guided by SiFu, I did not send a message back and waited for him to show up at school, even for anything else.
So when I met him, I told the guy that if he really wanted to fight, we would do the doors closed and the key to the exit door in my pocket; The only way he could get out of there was by knocking me out or getting kicked out, just like Sitaaigung Duncan did in the 70s. The guy never came back there ....


Desafios eram constantes lá. Na grande maioria das vezes, nenhum desafio era recusado. E isso era muito saudável, no sentido de que na grande maioria das vezes, fazíamos a luta e saíamos de lá não como inimigos, mas fazíamos amizade com praticantes de outras escolas e alguns tornavam-se nossos alunos.

Challenges were constant there. For the most part, no challenge was turned down. And that was very healthy, in the sense that most of the time we would fight and we would not go out there as enemies, but we would make friends with practitioners from other schools and some would become our students.

Certo dia, um imprevisto em relação á reforma da minha casa me impediu de chegar na escola com antecedência. Apesar de tudo, fiz o possível para chegar á escola, mesmo com mais de uma hora de atraso. Ao chegar, encontrei Ialley, sentado, me esperando, sozinho...olhando pro chão, com um leve corte no lábio inferior.

( Ialley, na foto ao lado)
( Ialley on this pic)

One day, an unforeseen incident with the renovation of my house prevented me from arriving at school in advance. After all, I did my best to get to school, even more than an hour late. Upon arriving, I found Ialley, sitting, waiting for me, alone ... looking down, with a slight cut on his lower lip.

- ''Onde estão todos?''
Perguntei a Ialley assim que cheguei;

- ''Where is everyone?''

I asked Ialley as soon as I arrived;


- ''Não chegaram ainda...''

- '' They have not arrived yet ... ''

- ''Não? E aquelas luvas de boxe espalhadas ali no canto?''

- ''No? And those boxing gloves scattered there in the corner? ''

- ''Então, chegou uma turma aqui de uns quatro caras e um deles perguntou por você...''

"That's because a group of four guys came in here and one of them asked about you ..."

- ''Tá e dai?''

"Okay, so what's the big deal?"

-'' Daí que ele disse que queria lutar e como eu não sabia que horas você chegaria, pedi pra esperar e ele até achou que eu fosse o instrutor. Como ele insistiu, nós lutamos...''

-"So he said that he wanted to fight and because I did not know what time you would arrive, I asked him to wait and he even thought that I was the instructor. As he insisted, we fought ... ''

- ''Ele te acertou pelo visto...''
- '' And He hit you...

Quando perguntei isso, achava que Ialley teria sido derrotado. Afinal, ainda um iniciante, Ialley já sabia fazer algumas coisas, mas não possuía ainda um bom repertório técnico. Mas ele me surpreendeu quando, sorrindo, disse;

When I asked that, I thought that Ialley would have been defeated. After all, he was still a beginner, Ialley already knew how to do some things, but he did not yet have a good technical repertoire. But he surprised me when, smiling, he said;

- '' Que nada! Foi tranquilo até! O soco dele foi apenas um, eu não sabia que ele viria pra valer. Quando ele tentou avançar denovo, apliquei Pak Sau com Li Wan Kuen ,eu o acertei fazendo ele recuar...Daí pra frente ele não quis mais lutar...''

- '' Nothing! The fight was quiet for me! His punch was just one, I did not know he was coming for real. When he tried to move forward again, I applied Pak Sau followed by Li Wan Kuen - chase punches - I hit him and making him retreat ... Then he did not want to fight ... '

- ''E não quis nem me esperar pra lutarmos?''

"'And did not even wait for me to fight?' '

-'' Não...o meu Pak Sau foi suficiente..''

- '' No ... my Pak Sau was enough .. ''

- ''Ah que pena... Gostaria de ter batido nele também...'' ( risos)

- '' Too bad ... I wish I had hit him too ... '' (laughs)


Então, seguimos para o nosso treino regular em meio a risadas e um certo sentimento de orgulho, por Ialley ter defendido tão bem o nosso núcleo. O dia tinha sido proveitoso...

So we went on to our regular workout amid laughter and a certain sense of pride, because Ialley defended our core so well. The day had been fruitful ...

Até a próxima

See you later




    














   Dido.
   Discípulo particular do SiFu Marcos de Abreu em PE.
   Dido
   Private disciple of SiFu Marcos de Abreu in Recife - PE - Brazil