quarta-feira, 20 de março de 2013

Blog do Dido fala sobre sua primeira impressão do filme "The grandmasters"







Durante a semana passada, o blog do Dido teve acesso á versão completa com áudio em chinês do filme ''The Grandmasters'', aclamada franquia do diretor Wong Kai-Wai,estrelada pelo ator Tony Leung interpretando o patriarca Yip Man e que contou com a assessoria de siitaigung Duncan Leung para sua preparação e treinamento.



O filme que ainda tem seu lançamento por essas paragens sem data definida,é bastante aguardado pelos pratciantes de wing chun - especialmente os de minha família kung fu - pois esperam que esse filme traga sequências de ação mais 'realistas' em relação aos títulos anteriores estrelados pelo ator Donnie Yen ( que interpretou soberbamente o patriarca Yip Man). Bem, neste ponto,podemos dizer que 'The grandmasters' não decepciona. Como assistimos a versão com áudio em chinês,áudio original, em pouco podemos discorrer sobre a trama,que numa primeira impressão parece bem intrínseca,mas em contrapartida,podemos avaliar o filme sobre outro prisma, analisando outros aspectos.
''The grandmasters'' apresenta uma fotografia bastante sombria,com muitos ambientes escuros, dando á película um ar contemplativo e melancólico,contrastando com as cenas de ação. As passagens em câmera lenta e cheia de efeitos visuais dão ao filme um grande diferencial introspectivo.
A sequência de abertura,que é a luta de Yip man contra vários oponentes na chuva,e que dentre os oponentes surge o personagem do lutador profissional de MMA Cung Le é empolgante e a fotografia remete á filmes como Sin City e mais imediatamente próximo á trilogia Matrix,mais especificamente ao combate de Neo contra os inúmeros agentes Smith.





 Aliás, em todas as cenas de combate do personagem Yip Man, fica bastante evidente a movimentação - mesmo que de forma adaptada ás telas - da escola de siitaigng Duncan leung. O já citado ator tony Leung teve treinamento prévio diretamente com Siitaigung Duncan e teve como dublê o mestre Henry Araneda, da Austrália e que também treinou sob a orientação de Sigung Li Hon Ki, como mostra o Making Off abaixo.




Uma outra cena interessantíssima é a luta de Yip man com a personagem da atriz Zang Ziyi,que representa o estilo Bá Gua. Em dado momento, ela assume a postura em Bong Sao e depois em Jong Sao,enquanto Yip man assume a postura de guarda do Bá gua e ambos passam a lutar com o estilo de seu adversário.




Em 'The grandmasters' também é possível ver o filho de Siitaigung Duncan, Darren leung,interpretando um dos alunos de Yip Man, liderando uma classe e executando Siu Nim Tao.

''The grandmasters'' é um filme que não tem a intenção de soar ''biográfico'', mas diverte e entretém á medida em que serve para mostrar as diferenças técnicas entre os estilos de kung fu chinês á luz de sua tradicional visão.Quem procurar ou tiver o intuito de achar em ''The grandmasters'' um filme sobre a vida de Yip man com certeza se decepcionará, embora garanta bons momentos.



quarta-feira, 6 de março de 2013

Depoimento de Fernando Lempê sobre seu início e treinamento formal com Sifu


Durante o mês de Janeiro deste ano, esteve em Salvador para dar início ao seu treinamento com Sifu Marcos Abreu, o jovem Fernando Lempê. Figurinha conhecida dos debates nos fóruns de wing chun nacional, Fernando Lempê saiu do bairro de Vieralves em Manaus, para Salvador, Bahia enfrentar praticamente o mês todo de treinamento no wing chun de nossa família, tornando-se assim, o primeiro aluno de Sifu no estado de Manaus e por conseguinte,tornando-se meu Si Dai - irmão kung fu mais novo.

Acompanhem o relato sincero do Fernando Lempê e sua própria visão do treinamento do wing chun sob a supervisão de Sifu Marcos.


" - Este é um relato sobre minha viagem para treinamento de Wing chun Kung Fu com o Sifu Marcos Abreu.  (06/01 – 20/01)
Estava bem ansioso pelo que iria aprender, se me sairia bem... Preparei todo meu aparato uns dias antes da viagem, li bastante e me esforcei para ficar calmo.

                                             Dentro do avião, Manaus – Brasília,Ansioso!

Após quase 7 horas de viagem (passagem comprada com milhas...) finalmente chego a Salvador. Como se não bastasse, havia 3 esteiras de malas e eu não sabia em qual delas viria... Depois de quase 20 minutos consegui encontrar a infeliz.

Liguei para sifu dizendo que já estava no aeroporto e ele disse que estava a caminho, fui para o lado de fora tentando mais uma vez controlar a ansiedade.
Depois de 15 minutos, avistei o carro, coloquei a mala no banco de trás e para minha surpresa sifu manda um:
- Eae Lempê, tudo tranquilo?!
 Apertando minha mão, no som do carro tocava Black Sabbath. Nesse momento pensei “O cara ouve Black Sabbath e apertou minha mão”, toda aquela imagem chinesa estereotipada de mestre intocável foi por água abaixo. Vi ali um cara simples, de carne e osso, bem diferente do que eu achava e fiquei feliz por saber que nos daríamos muito bem.
Saindo do aeroporto, fizemos um mini tour por alguns locais de Salvador e conversamos sobre as diferenças entre as cidades, sobre nós mesmos e também sobre Wing Chun como não poderia deixar de ser. Chegamos em casa já meio tarde e conheci a Hanna, uma labradora preta. Logo que ela me viu parou de latir e já recebeu meu afeto.




                                                                 Hanna, a labradora.

Nos preparamos para dormir, fui acomodado nos meus aposentos, tomei um banho e fui dormir ansioso pelo primeiro dia de treinamento.
Não tive uma boa noite de sono,  acordei varias vezes e após bastante tempo sem dormir fora de casa é normal que eu estranhe...
Bem cedo, sifu já me acordou, tomamos um café reforçado e saímos para o aquecimento. O treinamento tinha sido iniciado oficialmente.
Após me mostrar alguns exercícios específicos para a pratica de Wing Chun, partimos para a corrida. Seria meu primeiro teste, sifu queria saber se eu era um “nerd” ou se tinha o mínimo de resistência, corremos por algum tempo  pela orla de Salvador com essa vista por todo o percurso.
Motivante!




Após corrida e hidratação com água de côco chegou a hora de treinar efetivamente. Sifu pediu que eu colocasse minhas luvas de boxe, colocou as dele e me disse:













- ""Quero ver se consegue aplicar algo do que já treinou até hoje!""
E tocou minhas luvas me cumprimentando:
-" Boa sorte!"

Engoli seco e sabia que a parada seria dura... Por mais que eu tentasse atacar, meus golpes sempre ficavam na defesa de sifu, os movimentos dele eram simples mas sempre no momento certo, quebrando meu ritmo o tempo todo. Até o momento eu estava no ataque e aí as coisas se inverteram, passei a ficar na defensiva e ainda sim levei um soco de meia força no rosto que até agora não sei de onde veio.
Sifu encerrou por ali e me disse:

-'' Eu já esperava que fosse assim mas você precisava deste choque de realidade.''

A partir daí começamos com a parte teórica do wing chun, geração de energia, linha central, etc...
Fiquei bastante surpreso com quantidade de coisas que simplesmente ignorava e a partir daquele momento passaram a fazer muito sentido.  A academia de  sifu  (mogun) é um local humilde porém com a estrutura necessária para realizar bons treinamentos, em resumo poderia dizer tem o que precisa de forma funcional e sem muito luxo.






                                                            Respeito, gratidão e tradição :
Duncan Leung                                                   Yip man                                              Li Hon Ki




                                                Em guarda, sempre equipado para os treinos


 Após o primeiro dia de treino, fui dormir satisfeito, ansioso e feliz pelo que estava aprendendo. Sifu, mesmo notando minha dificuldade em me desvencilhar do meu antigo modo de lutar foi bastante paciente e compreensivo. Nesses momentos sempre me vinha a cabeça meu sihing Dido e sua bem conhecida historia da filosofia marcial chinesa “Esvazie sua xícara man”. Isso realmente me ajudou bastante e me colocou no caminho certo.




O treinamento prosseguia e eu em meio a dificuldade natural, aprendia no meu ritmo. Cada vez mais feliz por estar ali e lembrando do meu esforço para estar. Um fator motivante é a técnica de sifu, sempre buscando executar da melhor forma possível, exemplificando.  Cansado ou não, o movimento na técnica era fiel a forma. Realmente surpreendente  e nota-se que entende do que faz.
 Entre intervalos de treino, quando possível tirávamos um tempo para relaxar de diversas maneiras e como não podia deixar de ser um bom banho de mar se fazia bem revigorante.

















Banho de mar

Neste mesmo dia da praia aconteceram alguns fatos que tornariam minha escolha de sifu Marcos como meu mestre ainda mais acertada. Estávamos voltando pela calçada e falando sobre o almoço de logo mais, de repente vejo sifu correr em disparada em direção a avenida e ajudar um jovem que empurrava seu carro com dificuldade, no mesmo instante corri para ajudar também. Sifu ainda parou uma via para que o jovem conseguisse atravessar o carro.

Percebi que ser sifu não é apenas ter concluído o sistema, um sifu deve mostrar o verdadeiro caminho marcial, caridade, humildade, bondade e acima de tudo honestidade.
Os treinos seguiam intensamente pela manhã, tarde e noite, eu estava bastante satisfeito com a lógica da arte, tanto na teoria quanto na prática. A geração de força é simples e coerente, as técnicas se encaixam e combinam levando a movimentos precisos. Em mais um dia de lazer, conheci a esposa de sifu e sua filha mais nova e visitamos um shopping de Salvador.
Sifu Marcos me lembra Bruce Lee em alguns aspectos, tem verdadeira obsessão por treinar e são raros os momentos em que não está falando em Wing Chun seja direta ou indiretamente. Em certos momentos ele parece ser uma pessoa com dupla personalidade, dentro do mogun na hora da aula, é uma pessoa séria, rígida e bem focada, enquanto que fora dela é brincalhão e extrovertido.   O passeio pelo shopping foi de grande aprendizado para mim, enquanto a esposa olhava as lojas e fazia as compras, conversávamos sobre vários assuntos relativos ao treino e Wing Chun em geral.


Certo momento quando esperávamos o elevador para descer com o carrinho de bebe, sifu explanou um pouco sobre chutes inclusive demonstrando os movimentos, pé pra lá e pra cá. Foi uma situação engraçada pois fiquei imaginando o que as pessoas que passavam por nós deviam estar pensando.
 “Esses caras são doidos?!”

Foram vários momentos deste tipo onde até fora do mogun eu estava vivendo um pouco da arte.
Houve um momento em que eu estava com uma grande dificuldade em pegar algumas movimentações e técnicas, técnicas essas que eram base para prosseguir no treinamento, mesmo me esforçando as vezes não saia da forma que sifu esperava. Fiquei bem chateado comigo mesmo por ver meu esforço não gerar evolução e confesso que pensei em desistir... estava triste e frustrado. A noite, depois do fim do treinamento tivemos uma boa conversa e foi uma  injeção de ânimo para mim. Ouvi o que precisava ouvir e foi o suficiente para que eu novamente focasse em me superar e aprender. Novamente lembrei do meu sihing Dido e contei com a ajuda dos outros alunos de sifu.
No final de mais um treino da manhã sifu me levou a um restaurante chinês muito agradável pois sempre tive vontade de saborear uma comida realmente chinesa, diferente dos industrializados que conhecia. Almoçamos muito bem e saí satisfeito por ter feito esta refeição.





Almoço no “Algo Bom”


















 Sifu pega uma mosca no seu momento mestre “Miagui”

Não acreditou mesmo que ele pegou uma mosca com o Hashi?! Acho que era uma vagem ou algo parecido.


Meu momento de incorporar alguém foi em relação ao mogun e a limpeza, todos os dias eu limpava por minha conta todo o local de treino para não perder tempo fazendo isso pela manhã. Me senti  literalmente como o Wong Shun Leung.



Quando fazia a limpeza, ainda recebia a visita ilustre de Hanna





Nesta altura eu já estava familiarizado com as técnicas básicas e comecei a participar melhor dos treinos junto com os alunos mais antigos de sifu, eu executava minhas técnicas e os ajudava a executar as deles, tentando fazer meus ataques com realismo e força. Neste momento é fácil perceber o quanto se faz necessário o uso de proteção para treinar o wing chun de Duncan Leung... Quanto mais forte eu batia, mais me machucava e era obrigado a reduzir a potencia dos golpes. Ao final de alguns dias, sentia dores nos tendões, resultado do impacto contra as defesas firmes dos outros alunos. Treinar forte é cansativo e doloroso mas quem disse que seria fácil?



                                     Ajudando os companheiros de treino a se equiparem

Dentre outros momentos em que pude aprender mais com sifu, mais um merece destaque. Estávamos fazendo nosso aquecimento e praticando alguns exercícios numa pequena praça quando um taxi para próximo a nós e saindo do um hotel aparecem 2 moças, notavelmente gringas. Elas começam então a tentar se comunicar com o taxista que não as entendia muito bem. Perguntavam sobre algum lugar e ele não sabia como levá-las ate lá. Sifu de repente já atravessa a rua falando inglês  e começa a se apresentar paras as moças. Ele pergunta se pode ajudar em algo, sabendo que também não conhecia o local em questão, sifu deu um pique de uns 300 metros e saiu perguntando as pessoas que passavam até conseguir a informação com alguns taxistas de passagem. Ele volta novamente correndo e explica ao taxista onde é o local.
Pensei comigo, sifu ajudou as gringas (não eram bonitas) simplesmente pelo fato de ser útil. É algo que tento continuar fazendo na minha vida, ajudar sem olhar quem.
No fim destes dias de treinamento já tenho uma visão geral do primeiro nível, Sil Lin Tao, básico de movimentação, algumas técnicas e entendo como gerar força estruturalmente.
Meu treinamento chega ao fim e neste momento estou pronto para começar...  praticar exaustivamente até que as reações técnicas sejam parte de mim e do meu reflexo natural.
Como disse sifu, de nada valem todos aqueles movimentos, treinados e repetidos, se não conseguir aplicá-los em combate livre, é um conhecimento preso  e inútil. Fechamos o treinamento com um yakisoba feito por nós com ajuda do irmão de sifu. Segundo ele ficou bem parecido com o que viu na china em 2009.




Yakisoba de encerramento

Encerro aqui esse depoimento, espero ter me expressado bem e passado uma boa idéia do treinamento que fiz em Salvador.

Aproveito para formalizar que Marcos Abreu  é meu sifu e agradeço por cada minuto de atenção e treinamento dedicado. ''
Contato na internet:


http://appliedwingchunsalvador.blogspot.com.br/


Fernando Lempê desde o começo de seu treinamento me surpreendeu pela sua garra e motivação. Realmente,poucas pessoas tem culhões o suficiente para saírem de sua zona de conforto e sair de tão longe em busca de um conhecimento ancestral com um autêntico mestre como é sifu. Como seu irmão mais velho, mesmo estando em outro estado, fiz o máximo que pude para auxiliá-lo em seu treinamento (como a postagem sobre 3 ataques), e deixo aqui público minha admiração por sua pessoa. È um cara realmente especial.

Até mais.
Dido.





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Especial Entrevistas; Larry Saccoia (tradução)


Dando prosseguimento ao especial entrevistas, segue a tradução feita por Sifu para o texto da entrevista especial com Sibaakgung Larry Saccoia. O complemento serve para quem ainda tem uma certa dificuldade no inglês (assim como eu,rs) com determinados termos e interpretações. Meu obrigado especial á sifu e esperamos que os leitores gostem.





ENTREVISTA DE MESTRE LARRY SACCOIA PARA O BLOG DO DIDO
Tradução para o português: SiFu Marcos Abreu




1) Blog do Dido: Como foi o seu início no Wing Chun? Como foi o seu primeiro contato com esta arte marcial?

Larry: Eu comecei a aprender Tae Kwon Do quanto eu me juntei à Marinha dos Estados Unidos em 1976, e um amigo meu pediu-me para vir e checar esta escola de Kung Fu que ele encontrou e pediu a minha opinião. Essa era a Escola de Wing Chun de Virginia Beach. Eu fui com meu amigo numa tarde de Sábado quando Sifu Leung não estava lá, seu assistente Dave Meadows estava conduzindo a aula, eu então observei eles fazerem o Chi Sao e eu vi o valor deste treinamento, mas perguntei como isto seria aplicado. 

A resposta de Dave foi "a única maneira de fazer é tentar fazer sparring com um dos caras". Eu aceitei tentar, mas quis primeiro conhecer Sifu Leung. Então marcamos um encontro para combater no sabádo seguinte quando Sifu Leung estaria lá. Naquele sábado eu fui e conheci sifu, ele me perguntou porque eu queria combater e eu disse a ele que isso era para experimentar e aprender e entender sobre a arte dele. Ele respondeu...Seja meu convidado! Eu lutei com um estudante chamado Bred Butterfield, ele me jogou no chão em cima do meu próprio traseiro e quando eu levantei do chão eu fui até Sifu e perguntei se eu poderia ser seu estudante. Isso foi há 35 anos atrás!







2) Blog do Dido: Como foi o seu convívio e como você era assessorado por SiFU Duncan Leung? O que você nos poderia dizer sobre isto?

Larry: Treinar sob a orientação de Sifu Leung naqueles tempos passados era mais como nos submeter à tortura. Ele nos empurraria através do que ele pensava que éramos capazes de fazer. Eu me lembro quando treinamos na London Bridge School, não havia janelas, ar condicionado, estava mais de 37 graus na época do verão. Nós trabalharíamos nos Punhos que Perseguem*, na base, até vomitarmos e sifu nos gritaria levantem-se e trabalhem mais. Durante este período eu vi umas 100 pessoas vir e partir, apenas os mais dedicados estudantes ficariam e treinariam.

3) Blog do Dido: Em sua visão particular como você vê a posição do Wing Chun atualmente no contexto das artes marciais, em escala mundial, diante do aumento do interesse público nos esportes de contato e combate?

Larry: Na resposta desta questão a pessoa deve entender que o entendimento de Wing Chun de todo o mundo não é igual. Eu tive a oportunidade de viajar extensivamente e visitar muitos dos tão aclamados Mestres de Wing Chun. Em todas as minhas viagens, eu nunca conheci qualquer um que tivesse o profundo nível de entendimento em Wing Chun como sifu Duncan Leung. Lógico que essa é a minha própria opinião e há possivelmente outros que discordariam. Para mim, a principal coisa que demarca o Wing Chun de Sifu Leung de outros é a ênfase na sua aplicação em situações reais de luta. Então o que eu vi no passado eram lutadores de Wing Chun que não eram bem versados em sua arte participar em torneios de contato total e terminarem parecendo ruins. Isto sempre me frustou porque isto não era um Wing Chun de boa qualidade, mas a impressão que era deixada ao público era que o Wing Chun não era uma arte marcial eficaz. Quanto na realidade o Wing Chun quando treinado corretamente é muito eficaz para combate e numa luta de contato total.


4) Blog do Dido: O Senhor acha que o Wing Chun teria dificuldades em ambientes controlados de competição? Seria fácil adaptar a estratégia do Wing Chun para um ambiente como o UFC?

Larry: Wing Chun é muito eficaz para o combate atual e luta real e poderia ser adaptado para competição no UFC. Mas a realidade é essa...as mais eficazes técnicas produzem danos permanentes a uma pessoa. Estas técnicas não deveriam ser usadas em competições e portanto impediriam o lutador de Wing Chun. Isto é como aparecer numa troca de tiros com uma  arma descarregada. Então seria difícil comparar verdadeiro Wing Chun a Jiu Jitsu Brasileiro no esporte de ringue, mas um lutador de Wing Chun experiente poderia se virar, enquanto restringe certas técnicas. 

5) Blog do Dido: Em todos estes anos de prática, experiência e ensino, quais aspectos você identificaria como os mais importantes no Applied Wing Chun em sua opinião?

Larry: O aspecto mais importante no Applied Wing Chun é a escolha do momento preciso. Uma boa escolha do momento é a combinação da habilidade de equilibrar-se, velocidade estrutural, reação reflexa e noção de distância. Um bom ajuste do tempo é a habilidade final em Wing Chun!!!

6) 
Blog do Dido: Você viajou por vários países próximo a SiFu Duncan e seu time em diversos eventos seminários e outros trabalhos afins. Poderia nos dizer uma passagem memorável para você?

Larry: Eu estava na China com o meu amigo Allan** lá em um campo, debaixo de uma árvore, nós vimos um homem jovem praticando um estilo de kung fu que não pareceu familiar para nós. Nós nos aproximamos dele e ele parou sua prática e ficou na dele. Allan o averiguou e perguntou a ele se ele quereria lutar comigo. Primeiro o cara não sabia o que fazer da gente, mas depois de conversar nós lhe dissemos que nós estávamos interessados em lutar para trocar conhecimento e experiência...Ele concordou. Ele me deu a a luta mais dura de qualquer um que pude me lembrar. Eu diria que saimos dali e ainda fomos embora como amigos.

7) Blog do Dido: Eu gostaria de lhe agradecer por sua atenção e pedir que deixe uma mensagem para nossos leitores brasileiros, e também seus contatos a quem possa estar interessado e se aprofundar mais na arte do Wing Chun.

Larry: Meu conselho é treinar duro e treinar seriamente...A mestria em Wing Chun virá unicamente após muitos anos de trabalho duro! Muitas pessoas que conheci não tem este tipo de dedicação, mas as recompensas bem compensarão o seu esforço. A disciplina*** que leva à mestria no Wing Chun irá se espalhar para todos os aspectos de sua vida, fazendo de você alguém muito melhor para isto... Vocês, caras, tem meus melhores desejos de Sucesso!!!

NOTAS:

*Li Wang Choi em cantonês, o famoso soco corrente comum às escolas de wing chun que usam a linha central. N. T.
**Allan Lee Chong, último discípulo de Yip Man e que foi orientado por este a procurar Duncan Leung para aprender como aplicar o Wing Chun em combate livre.
***No original em inglês ele usa o termo "discípulo" mas o restante da frase sugere que ele se refere a "disciplina" que conduz à mestria em Wing Chun. N.T.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Especial entrevistas; Larry Saccoia










Neste mês de fevereiro, o blog do Dido volta com o especial entrevistas e pra começar 2013 com chave de ouro, o Blog do dido teve a honra inenarrável de entrevistar um dos maiores nomes do wing chun mundial, o vice-presidente da international applied wing chun federation (iawcf), mestre larry Saccoia.

Esta é sem dúvida uma das mais relevantes e importantes entrevistas já feitas na história do blog, pois além de se tratar de meu sibaakgung (tio- avô na hierarquia marcial), Larry Saccoia é um dos mestres que mais tenho admiração pessoal, não somente pelo auto grau de apuro técnico - que chega a ser incrivelmente extremo, sendo uma grande referência não só para mim, mas para nossa escola em salvador - mas também por suas história de vida.


A tradução para o português teve a assessoria de sifu,que me auxiliou com meu péssimo inglês e nesta postagem, trazemos a conversa, via e-mail na íntegra, sem cortes (a versão em português,com tradução de Sifu estará no ar á partir da semana que vem).


Então, esperamos sinceramente que os leitores possam aproveitar ao máximo, pois sibaakgung Larry tem muito á ensinar com seu relato.




the Dido's Blog returns with special interviews and to start 2013 with a flourish, the Dido's Blog had the honor of interviewing one of unspeakable biggest names in world wing chun,the vice president of international applied wing chun federation (iawcf), master Larry Saccoia.
This is undoubtedly one of the most relevant and important interviews ever made in the history of the blog, because it is beyond my sibaakgung (granduncle martial in the hierarchy), Larry Saccoia is one of the teachers who have more personal admiration, not only for self degree of technical perfection - it becomes incredibly extreme, being a great reference - but also by his life story.

The translation into Portuguese took the advice of sifu, who helped me with my bad english and in this post, we bring the conversation by e-mail in full if cuts in both languages​​.
So we sincerely hope that readers can enjoy the most because sibaakgung Larry will have much to teach with his testimony.








1)Blog do Dido;  How will you began practicing 'wing chun' how was your first contact with this martial art?



Larry Saccoia: I started learning Tae Kwon Do when I first joined the U. S. Navy in 1976, and a friend of mine asked me to come and check out this King Fu school he found to get my opinion. It was the Wing Chun Kung Fu school in Va. Beach. I went with my friend on a Saturday afternoon when Sifu Leung was not there, his assistant Dave Meadows was running the class. I watched them do Chi Sao and I saw the value of it's training, but asked how it would be applied. Dave's answer was the only way to find out is to try by sparring with one of the guys. I agreed to try, but I wanted to first meet Sifu Leung. So we made an appointment to spar on the following Saturday when Sifu Leung would be there. That Saturday I came and met Sifu, he asked me why I wanted to spar and I told him it was to try and learn and understand about his art. He said...be my guest!! I sparred a student named Brad Butterfield, he dumped me on my butt and when I got up off the floor I went to Sifu and asked if I could be his student. That was 35 years ago!! 




 2)Blog do Dido: How is the coexistence and how could you assess how training under the supervision of Duncan Leung? What could you tell us about that?







Larry Saccoia: Training under Sifu Leung back in those days was more like submitting to torture. He would push us beyond what we thought we were capable of doing. I remember when we trained in the London Bridge School, there was no windows, no air conditioning, it was over 100 degrees in the summer time. We would work on the chase punch with the horse until we puked and Sifu would yell at us to get up and work some more. During that time a saw 100's of people come and go, only the most dedicated students would stay and train. 
 


 3)Blog do Dido: In your particular vision, how do you see the position of wing chun currently in a general context in the martial arts world, in view of the increasing public interest in contact sports and combat?






Larry Saccoia: In answering this question, one must understand that everyone's understanding of Wing Chun is not equal. I have had an opportunity to travel extensively and visit many of the so called Wing Chun Masters. In all my travels, I have never met anyone that had the deep level of understanding or skill level in Wing Chun as Sifu Duncan Leung. This of course is my own opinion, and there may be others who would disagree. To me, the main thing that set Sifu Leung's Wing Chun apart from others is the emphasis on it's application in real fighting situations. So what I have seen in the past was Wing Chun fighters who were not well versed in their art participate in full contact tournaments and end up looking bad. This always frustrated me because it was not good quality Wing Chun, but the impression that was left to the public was that Wing Chun was not an effective martial art. When in actuality Wing Chun when trained properly is very effective for combat and in full contact fighting.


 





 4)Blog do Dido; Do you think the wing chun would have difficulty adapting to controlled environments and competition? Would be easy to adapt the strategy of wing chun for an environment like a 'ufc'?
(photo; Larry and his  training Partner and friend Allan Lee)





Larry Saccoia: Wing Chun is very effective for actual combat and real fighting, and it could be adapted for competition in the UFC. But the reality is this....the most effective techniques produce permanent damage to a person. These techniques should not be used in competition, and thus would hinder the Wing Chun fighter. It's like showing up to a gun fight with an empty gun. So it would be hard to compare true Wing Chun to BJJ in the sporting ring, but a seasoned Wing Chun fighter could still hold his own, while holding back certain techniques.





 5)Blog do Dido;  In all these years of practice, experience and teaching, which aspects would you highlight as the most important in the applied wing chun in your opinion?




Larry Saccoia: The most important aspect of applied Wing Chun is proper timing....good timing is the combination of skill in balance, structural speed, reflex reaction, and judgment of distance. Good timing is the ultimate skill in Wing Chun!!! 




 6) Blog do Dido;  You traveled through several countries near the sifu Duncan and his team for various events, seminars and other related work. Could you tell us a remarkable passage for you?



Larry Saccoia: I was in Foshun China with my friend Allan, there in a field under a tree we saw a young man practicing a kung Fu style that did not look familiar to us. We approached him and he stopped his practice and became guarded. Allan inquired of him and asked him if would want to fight me. At first the guy didn't know what to make of us, but after talking we told him we were only interested in fighting for exchange of knowledge and experience....he agreed. He gave me the hardest fight of anyone I could remember...I would say we walked away even and walked away as friends. 




7)Blog do Dido;  I want to thank you for your attention and ask you to leave a message to our Brazilian readers, as well as your contacts, who may be interested in learning and getting deeper in the art of wing chun.




Larry Sacooia: My advice is to train hard and train seriously....mastery of Wing Chun will only come after many years of hard work!! Most people I have met do not have that type of dedication, but the rewards are well worth your effort. The disciple that it takes to master Wing Chun will spill over into all aspects of your life, making you a much better person for it....You guys have my best wishes for Success!!!




sábado, 12 de janeiro de 2013

Três Ataques - curriculum básico do Siu Nim Tao, execução e forma

''Três ataques'' fazem parte do curriculum básico da fase siu nim tao e é composto de duas coberturas e uma cobertura com contra-ataque, cujo o mote principal é a geração de força através dos giros corporais. Composta de Jam Sao, Kan Sao e Kan Da - movimentos esses extraídos da forma (Kuen To) para a forma de exercício contra um oponente que irá lhe atacar de fato - é um exercício que, desde o início já deixa implícito a noção de cobrir espaços e expor as partes mais contundentes de nossa estrutura corporal indo de encontro ao ataque do oponente, fazendo com que ele desista de continuar atacando, impedindo-o de continuar seu ataque pela via mais curta ou mesmo desestimulá-lo em  sua estratégia, ou seja, por entrar em contato com as partes mais duras do nosso corpo durante seu ataque, quanto mais força o oponente infligir mais ele mesmo se machucará.

À essa altura, o praticante que já deu inicio aos seus estudos de base, já deve ter seu chau mah (ou Joh mah, cavar a base, exercício de giro de base,ou cavalo - turning horse) com boa estabilidade e desenvolvido o suficiente para coordenar os giros com os movimentos dos braços.

A primeira cobertura, Jam Sao impede um ataque alto,geralmente soco cruzado, mas assim como o Tan Da, não é via de regra que ela seja usada somente contra um ataque cruzado, sendo utilizada também contra golpes mais retos ou de trajetória ''irregular'', funcionando bem contra boxeadores, se unida á uma boa base e um bom footwork. No entanto, sem uma base firme e sem extrair força de giro ( teoria de forças em direções opostas), não só Jam sao, mas quase todos os movimentos de wing chun não terão força para se sustentar. Na foto abaixo, demonstro a primeira defesa contra um soco que não é tanto cruzado,nem tanto um direto, com meu parceiro e amigo pessoal, Mário, que é um exímio boxeador.


Repare que o soco desferido pelo Mário (de vermelho na foto) não é tão circular quanto um cruzado natural do boxe, nem tão reto quanto um direto, mas a cobertura estava lá da mesma maneira e por estar sem protetor para a prática, posso garantir que doeu no meu parceiro de treino, e doeria muito mais, se ele realmente socasse com toda a vontade numa situação de luta real. A energia dessa ''defesa'' é liberada pelo ombro,para que ela tenha apoio o suficiente e não ceda ao pesado golpe do oponente,que pela premissa básica do wing chun, é bem maior,mais rápido,mais forte ou tem alguma vantagem sobre você.

Reparando mais uma vez na foto, vemos que a cobertura - e isso vai acontecer sempre - fecha um lado do corpo e se fechamos um lado, temos que correr para o outro lado que ficou exposto e contra-atacar firme, mesmo que o oponente não faça o ataque real,ou mesmo uma finta ou a menção de um avanço. Isso porque foi criado um espaço do lado contrário ao que estamos defendendo e esse lado exposto, cria a oportunidade de o oponente atacá-lo, principalmente se ele souber identificar a brecha.

A segunda defesa Kan Sao, parte de um movimento cobrindo uma trajetória circular quase que totalmente por cima da cabeça, para proteger uma maior área do corpo. É importante lembrar que; apesar de estarmos vendo a forma conceitual do movimento e de como criar a coordenação de base,quadril e ombros,juntos com a geração de força através do giro corporal e da teoria de forças em direções opostas, é imprescindível pensar e treinar a técnica em sua forma de luta ''solta'',contra um parceiro de treino lhe atacando de forma realista e treiná-la para que ela se torne uma resposta automática ao menor sinal de ameaça,o que vai exigir repetição diária das técnicas,sejam quais forem. Lembro-me de que na minha primeira ida á salvador para meu treinamento com Sifu, ele estava com o braço machucado,justamente poque num evento underground (Yes man, we Love Rock n' roll) em que ele estava, fez uso desse segundo movimento contra um ataque de um agressor armado com barra de ferro, cuja a trajetória iria em seu rosto e movimento automático, ele gira e usa kan Sao, impedindo que o sujeito o acertasse e consequentemente, o levasse á nocaute. Na foto abaixo, retirada do livro "wing chun kung fu..." de autoria de sifu, Mestre Alberto frança demonstra o segundo e terceiro movimento, este - Kan Da - com contra golpe e avanço de base (Hau Mah).No que se refere á nomenclatura  a particula "Da'' significa ''bater'', o que menciona o contra golpe simultâneo.



Kan Sao contra golpe cruzado
Kan Da com avanço e contra golpe

Como descrito no livro, muitas vezes não estamos numa posição que permita uma reação adequada e temos que fazer uso de técnicas ''emergênciais'' para que possamos nos defender e - dependendo da ocasião - muitas vezes só dará tempo de fazer a defesa, haja visto o tempo de reação será limitado. Essas técnicas de emergencia - em cantonês Gau Gup Sao - servem pra que você possa ter ao menos chance de defesa ou reação imediata contra um oponente extremamente atento á sua movimentação. ''Três ataques'', chamado assim por conveniência, exercita essa função de técnica emergencial para esses casos.

Essa postagem sobre essa movimentação é dedicada ao meu irmão kung fu mais novo, Fernando lempê,que neste momento está em treinamento em Salvador na casa de Sifu Marcos, iniciando seu treinamento no Wing Chun de nossa família. Desde já, estou torcendo pra ele daqui do recife pra que tudo dê certo e que seu treinamento renda ao máximo.

Bem gente, é isso, em breve o Blog do Dido voltará com o especial entrevistas,que estará mais que especial para a primeira entrevista do ano...é aguardar pra ver.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Ultimas Semanas de altos e baixos...mas nunca parada!

Essa postagem tá saindo com um pouco de atraso, devido ao fim de ano mais que conturbado que venho tendo e principalmente por conta de uma gripe chata que não me larga de jeito nenhum...pesar disso, algumas coisas boas aconteceram, outras nem tanto.

Hoje visitei meus pais e sempre que vou por lá, tenho a oportunidade de fazer alguns movimentos com meu irmão.Hoje não foi muito diferente e pedi que ele me ajudasse com Lap Sao, o que foi bem legal, apesar do ''treino'' rápidinho...


(Hoje,na casa dos meus pais, ainda me recuperando dessa gripe chata...)



Apesar de tudo meio corrido, ainda fui presenteado por meu irmão com um par de luvas freestyle,o qual gostei muito e fico muitíssimo agradecido, além das caneleiras,presente de meu pai.


Há duas semanas atrás visitei o Kwoon do Dojo Luas e fui super bem recebido pelo Alvaro Kan. Conversamos muito sobre o wing chun em nosso estado,além de ele muito gentilmente ter me mostrado alguns aspectos mais técnicos de sua família  o que foi muito interessante e marcamos um dia para meu retorno lá para uma entrevista ( que se não fosse a minha gripe, teria saído ainda esse ano,mas ficará pro ano que vem mesmo) com seu sifu Kan Wing Yat.



Infelizmente não pude acompanhar a vinda de meu sibaak Cleber Domingues á Recife,já que ele veio de férias e teria alguns momentos com meu primo Kung Fu Juan Ponce,o que foi uma pena pra mim, pois Sibaak Cleber Domingues é uma autoridade na arte marcial e vem se destacando no kung fu,além de possuir um conhecimento ríquíssimo em Louva-a-Deus e Wing chun.
Sifu sempre tem palavras de grande estima ao se referir á sibaak Cleber e desde minha ultima ida á Salvador que sifu ficou de nos apresentar formalmente.Inclusive peço publicamente desculpas por não poder ter acompanhado sua vinda por motivos de força maior.

(Sibaak Cleber e Sifu em frente ao Mo gwun em Salvador)


Mas, nesta ultima,mais precisamente na quarta passada, reencontrei meu parceiro de treino Juan e retomamos nossos treinos juntos, agora com maior frequência.O plano é intensificar ainda mais nossos treinos juntos para o começo de 2013 e esse foi um primeiro passo. Neste primeiro treino regular - embora eu admita ainda não estar no ritmo de treino que gostaria - vimos um bom conteúdo,já que treinamos mais de 3 horas direto.


(Juan e eu, após o treino no parque da jaqueira,apesar da foto tremida e escura)


A integração entre a família kung fu é de grande importância no desenvolvimento do estilo, já que as vezes, por achar que estamos fazendo ''tudo certo'' necessitamos sempre de correções, dicas etc,reafirmando uma frase que sifu sempre diz e que talvez,eu nunca vá esquecer; - "No wing chun, ninguém cresce sozinho''.
Então, é sempre de grande importância você encontrar um parceiro que lhe corrija, e que lhe peça correções e dicas igualmente,pois é importante treinar e ser treinado.Sendo assim, mesmo sem ainda sermos formalmente apresentados, já tenho um enorme respeito por Sibaak Cleber, e pelo Juan,que quando nos encontramos pra treinar, o treino flui muito bem para ambos e ambos aprendem e desenvolvem mais.



Jim Kemper/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images


As boas noticias são as de que o Hugo Wolverine,que tem desenvolvido um trabalho específico de wing chun com meu sifu Marcos de Abreu e pelo preparador físico Leonardo Chamusca, venceu sua ultima luta em Las Vegas por KO ainda no primeiro round,no ultimo dia 15 e, embora ele tenha usado seu western boxing, já é de grande importância pra nossa família pelo trabalho que vem sendo feito . Fica aqui os parabéns ao Hugo e o incentivo á continuar a desenvolver o trabalho específico de wing chun com Sifu.
Abaixo, segue o link do video da Luta de Hugo Wolverine no TUF americano.


http://globotv.globo.com/sportv/combate/v/hugo-wolverine-viana-nocautei-reuben-duran-pelos-peso-galo-no-tuf-16-finale/2297183/