terça-feira, 31 de maio de 2011

Desvendando Biu Jee




Biu Jee é a terceira forma de mão vazia do sistema Ving Tsun. Normalmente,é ensinada antes de dar passo á 4º fase do treinamento ,denominada Moy Fa Jong .
A tradução desta forma é "dedos voadores" (ou penetrantes,dependendo da versão),mas Biu Jee também recebe o "apelido" de Gow gup Sao",cuja a tradução é "mãos de emergência",por conta do caráter da aplicação da     forma em sí.


Se observarmos, Siu Nin Tao  , Chum Kiu e Biu Jee, são três maneiras diferentes de pensar dentro de um mesmo sistema. A interpretação é que Siu nin tao te prepara para uma luta "honesta", frente á um adversário,com as técnicas básicas e princípios fundamentais.
Em Chum Kiu,o praticante tem que adaptar-se aos movimentos e ataques do oponente,que permanece em contato,assim,deve-se executar vários giros e técnicas combinadas de mãos e pés em diferentes ângulos e posições.


Já em Biu Jee, nós nos deparamos para uma situação onde tudo que havíamos aprendido não havia funcionado e nos encontramos em uma situação de plena desvantagem,seja física,quanto de posicionamento, o que nos obriga a "romper" com alguns dos princípios fundamentais das outras técnicas.









Algumas técnicas que aparecem em Biu Jee tem um caráter exclusivo para uma situação de emergência,daí o apelido que a forma recebe. A diferença pro Siu Nin Tao,onde as técnicas são como verbos que podem ser conjugados em diferentes situações,em Biu Jee, algumas técnicas são unicamente aplicáveis em uma situação em concreto,ou de caráter limitado e/ou específico.
Mas também devemos saber que algumas das técnicas que aparecem,como por exemplo os golpes com cotovelos descendentes,tem uma aplicação real bem comprovada e de grande contundência. Por conseguinte nos deparamos com uma forma de técnicas avançadas e singulares que nos proporciona uma visão totalmente diferente e muito real do sistema.
No que se refere ao ensinamento, antigamente havia um ditado que dizia ; "Biu Jee não deve ultrapassar a soleira da porta",este famoso ditado,que tem dado margem á diferentes interpretações,também pode ser entendido como "o Biu Jee não deve ser ensinado á indivíduos que não da familia wing chun" e que sua transmissão seja exclusiva de alunos que já alcançaram um bom nível e que já sejam "avançados". De qualquer forma, Biu Jee tem recebido um caráter e tratamento honorífico desde os tempos antigos até hoje.




Pequena Análise Técnica




Huen Bo  ; è um passo circular que nos permite reposicionar a base "dentro" ou "fora" da posição de base do oponente.Também pode ser usado como  técnica de varredura,levando-o ao solo.


Biu Sao ; Este golpe visa os olhos do oponente.


kwai jian: São golpes com cotovelos descendentes aplicados quando estamos próximos do oponente e este está em uma ligeira inclinação do tronco com uma colocação lateral do rosto.


Biu Jee : (saindo da axila); Este movimento permite gerar um controle do braço do oponente.Partindo desde um movimento desde baixo do braço seu braço.Porém é importante saber como e quando aplicá-lo,pois pode ser facilmente revertido.


Quan Sao ; Movimento combinado de Gaun Sao Alto e Baixo.È bem eficaz para atacar a clavícula do oponente enquanto cobre-se o abdômem...há um ditado que diz ; "O Quan Sao cobre a abertura do Bong Sao".


Man sao ; Esta técnica visa provocar a nossa entrada adiante de um oponente e também golpeá-lo com um movimento ascendente saindo de uma linha baixa


Huen Sao ; Este é um exercício importante dentro do sistema ving tsun.Entre outras coisas, este giro se aplica para desviar a linha de ataque,abrindo brechas para uma contra-ofensiva.È bastante aplicada em Chi Sao, por sua simplicidade e eficiência.


Seung Lap Sao ; è um agarre do braço do oponente,desequilibrando-o e o usando como escudo contra outros oponentes.


Punho gancho; è um soco e gancho dirigido ás costelas frontais do oponente.Devemos controlar nosso cotovelo,para que a energia do golpe não se dissipe.


Abaixo,segue um bom video do sifu Moy Yat realizando o Biu Jee.













segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Entrevistas" : Sifu Peterson Menezes

È com imensa honra,que estaremos iniciando uma sessão de posts especiais intitulados "entrevistas",cuja a intenção é dar espaço aos mais recomendados mestres de Wing CHun no país mostrarem seus pontos de vista,bem como compartilhar seus conhecimentos com os leitores, independentemente de linhagens e ramificações,abrindo pontos de discussões sobre os mais variados aspectos do nosso estilo, o Ving Tsun.







E o Nosso primeiro entrevistado é o Sifu Peterson Menezes (Wong Pen Tien),representante da familia Fat Cheong de Wing Chun,cuja a escola está situada na cidade de Itu, em São Paulo.Sifu Peterson fala sobre seu inicio nas artes marciais e da prática do wing chun em nosso país e dos paradigmas envolvendo a pratica na atualidade frente ás tradições ancestrais.Mestre Peterson Menezes, Fundador do Centro de Cultura Oriental , localizado no Bairro Brasil, estuda Artes marciais desde 85, versado em chinês (dialeto catonês) escrito e falado, se formou mestre do estilo de Kung Fu Wing Chun, no qual hoje é um dos mestres mais Conhecidos do País! E o mais requisitado por TVs de todo Brasil para demonstrar sua habilidade e conhecimento no estilo.

Acompanhem agora sem mais delongas,o bate-papo que o Blog do Dido teve por e-mail com o sifu Peterson Menezes...



Blog Do Dido: Gostaria que o sr. começasse nos contando como foi seu início na pratica do ving tsun...como e porque o sr. escolheu este estilo de arte marcial...

Sifu Peterson: Bem, comecei em silat, um estilo tradicional da indonesia, meu mestre sabia também wing chun da malásia, que é muito diferente de yip man wing chun, fiquei um tempo sem mestre depois de meus 17, aos 18 comecei meu curso de acupuntura, e conheci um representante de wing chun yip man que por motivos politicos não posso citar o nome, este me enrrolou um tempo, foi uma base, mas um wing chun bem grosseiro, e sem cultura, apenas baseado em força, depois de  2, 3 anos, insistindo com o pai de um amigo chines meu, ele me aceitou como "kwan mun tai chi" ou discipulo de portas fechadas, algo raro, ainda mais pra um ocidental, com mestre Wong, tive a sorte de aprender como aplicar de fato além de alavanca, energia, em treinos tradicionais {hoje, kung fu virou educação fisica no sentido de exercicicos.. estes são flexões etc..nada tem a  ver como eram ensinados antigamente...todo estilo de kung fu tinha chi kung ,o que era natural}kwen kwits que são a alma cultural do wing chun, e o mais importante, cham budismo relacionado ao wing chun, que é algo relevante para vida. Este wing chun sim, me impressionou devido a profundidade e relevancia para melhorar a vida.


Blog do Dido: Quais são as caracteisticas e os aspectos inerentes  que o sr. considera mais importantes durante o aprendizado do ving tsun?

Sifu Peterson: Cultura, filosofia, wing chun inteligente sem uso de força bruta{se não, se torna um kick box, que nao é ruim, apenas nao é o meio mais estrategico e inteligente de lutar,e isso claro que vai do praticante}... hoje a mensagem tem que ser relevante se não se torna algo sem proposito real, raramente lutamos, a meu ver procurar luta, encrenca ou campeonatos é algo desnecessário e pouco útil pra vida,  já cultura sim... é o diferencial para vida é o que diferencia uma pessoa da outra, conhecimento e insigth deste.


Blog do Dido: Na china, a escolha de um aluno é tão importante quanto a aceitação de um aluno pelo sifu. Dentro de um contexto atual e ocidentalizado,por assim dizer,quais são os critérios para que uma pessoa possa se iniciar na pratica do ving tsun?

Sifu Peterson: Hoje as coisas estão muito comerciais, entendo que isso faz parte do mundo globalizado que se vive, porem aceitar alunos é algo delicado, formar um "instrutor" em cursos de final de semana, por DVD etc, isso é prova desta comercializaçao e perda total de tradiçao, ja que nao se conhece uma pessoa em pouco tempo, menos ainda para a pessoa corregar o nome de sua familia kung fu, em nossa familia aceito praticamente todos, desde que haja respeito mas, intrutor so acima de bill jee e este so com pai si{discipulado} se eu estivesse no wing chun por dinheiro eu seguiria o ramo de meus pais, estou neste por que amo a tradiçao e quero melhorar a vida das pessoas que me procuram com este conhecimento que recebi.

Blog do Dido: Com tantos estilos de luta disponíveis e e fácil acesso ao público,quais são os motivos existentes para que as pessoas ainda busquem a prática do ving tsun?

Sifu Peterson: Iniciamente  muitas pessoas procuram pela aplicabilidade em combate, porque  o wing chun tem esta proposta de ser letal e logico, porem esta  busca se deve em parte pelo ego e vaidade das pessoas por querer subjulgar outras em combate, o que este"combate" hj em dia é raro, se alguem quer vencer alguem , usa uma arma de fogo por exemplo, mundo real é mais cruel e pouco  belo como nos filmes que, infelizmente foram a fonte dessa ideia romanceada e egocentrica de vencer lutas. Porém por outro lado é justamente essa idéia que traz as pessoas para um caminho que, com o tempo as transforma e em escolas como a fât Cheong, onde ha cultura  inerente ao wing chun, ensinar a aplicar a sua realidade e de fato melhorar suas vidas. Sim wing chun tem que ser aplicável a combate real, mas não, hoje este não é o foco, já que raramente uma pessoa de bem se envolve em brigas {reagir a assalto! nem pensar é suicídio!} pode até salvar nossa vida ou de nossos semelhantes, por isso tem que ser aplicável, mas não pode ser só luta ou estaremos perdendo um tempo precioso que é da vida, com algo que quase nunca usamos, já  algo que nos traz cultura e insight sim... nos traz beneficios praticos para vida.

Blog do Dido: A sabedoria ancestral por muito tempo foi transmitida de geração em geração de forma oral,gerando ate certa controvérsia entre as familias e ramificações do ving tsun,principalmente no que diz respeito á história do estilo,por falta de provas documentais referente ao ving tsun.Atualmente,as pessoas hoje podem até mesmo aprender as formas através dos videos e livros.Dentro deste paradoxo,qual a importância da relação sifu/to dai?Quais pontos o sr. considera cruciais para um real aprendizado do ving tsun?

Sifu Peterson: Hoje, com a proliferação de escolas de wing chun, em sua grande maioria de linha Yip man, que fez sucesso graças a bruce lee, traz o engano que esta linha é a unica ou mais correta, sendo que é so uma ramificação do  antigo wing chun, o qual hoje há provas relativamente coerentes e concretas que provam não ter havido monja budista ng mui ou yin wing chun e sim, todo um esquema para esconder e destronar a dinastia ching, exatamente por estar escondido, carece de provas para o ocidental medio entender, sendo que não há referencias em sites na internet, de estilos ou linhas mais completas para o proposito anti-ching.
sim é valido aprender como suplemento, por cursos rapidos, livros dvd ou internet, mas a relaçao sifu discipulo é essencial ja que o proprio kwen kwit diz:"hao chuen san sao" ; "passado oralmente e recebido pelo corpo", as pessoas hoje estão muito individualistas, e isto traz um isolamento do ego e as pessoas não querem mais ter fidelidade a um sifu ou sistema, pensam: paguei é meu..faço o que quero!
este é um pensamento egosita, que jamais vai fazer alguem se aprofundar em um sistema complexo como wing chun.




                                         (Frente da Escola do sifu Peterson Menezes,em Itu - SP)



Blog do Dido: Como se deu o interesse do sr. pela fabricação de armas chinesas,sendo que muitas delas,não constam no estilo o qual o sr. é mestre?

Sifu Peterson: Sou formado no wing chun, comecei por fabricar espadas do wing chun porque nao tinha nada, nem importado, de qualidade.
Outras armas pessoas me pediram....algumas são do baguazhang o qual estudo há quase uma decada. Gosto muito de escultura, mecher com madeira ou metal, por isso resolvi fabricar.

Blog do Dido: Como o sr. vê a questão da popularização do kung fu em termos gerais em nosso país?

Sifu Peterson: Kung fu é popular hà decadas, hoje em parte este perdeu parte da popularidade para o vale tudo e derivados...cada estilo é um estilo...
kung fu é de origem de todos os asiaticos direta ou indiretamente, quem procura cultura ou quem é alienado por filmes  acaba procurando kung fu... ao meu ver são 
estes públicos.

Blog do Dido: Gostaria de agradecer imensamente á atenção dispensada e gostaria que o sr. deixasse seus contatos e o endereço de sua escola,bem como suas considerações finais
para os nossos leitores...

Sifu Peterson: Eu quem agradeço, você é uma pessoa que busca raízes e não se deixa levar por uma só linhagem , devemos por na balança, todas a meu ver contém um pouco do original.
Meu site é www.culturachinesa.net temos diversas entrevistas para o pessoal conhecer o wing chun fat cheong.




Ving Tsun On Mtv....(?????)

Segue um videozinho com uma entrevista á MTV brasil com o Sifu Tomaz Pinheiro...bem bacaninha pra quem é leigo no assunto,poder ter uma noção do que se trata o Ving Tsun...




terça-feira, 17 de maio de 2011

Entrevista Duncan Leung


Devido á minha falta de tempo,pra postar sobre assuntos mais técnicos,vou reproduzir aqui uma entrevista postada pelo sifu MArcos de Abreu em seu blog (recomendo hein galera!!) http://appliedwingchunsalvador.blogspot.com com o Sifu Duncan Leung. Aproveitando pra dizer que vamos estrear em breve, uma sessão de posts novos entituladas "Entrevistas", com os principais sifus de Wing Chun do país, esperamos que gostem... 


Entrevista Duncan Leung

DESARQUIVANDO DUNCAN LEUNG
O CONTRADITÓRIO “GÊNIO NEGRO” DO WING CHUM FALA SOBRE YIP MAN, BRUCE LEE E O QUE HÁ DE ERRADO COM SUA ARTE.
“Eu me lembro muito bem das duas primeiras vezes que briguei com alguém armado de faca. Ao invés de fugir como antes, eu lhe mostrei uma faca”.
“Eu pude sentir meu corpo inteiro congelar. Meus braços e pernas de repente se sentiram tão fracos que se meu oponente se contraísse, meu coração tentaria pular fora do peito”.
“Eu fico pensando: ‘Será que a lâmina é muito amolada?’... ‘Como seria se eu me cortasse? Minha boca estava bem seca. Eu pude ver que os olhos dele também estavam cheios de medo...’”.
Tirado da introdução do Manual de Luta com Faca de Duncan Leung de acesso apenas a soldados e policiais.
Duncan está sério. Ele não sorri, ele não está brincando.
Hoje em dia ele é um esbelto fumante de 52 anos, de pouco cabelo e bigodes grisalhos. Não é velho, não é novo, mesmo assim ainda está comandando.
Parte disso deve-se a sua voz profunda – parece a de Yul Brynner – e outra parte do seu olhar.
Quando ele te olha, você sente que Sifu Leung está tomando suas medidas... Contra gigantes.
FLASHBACK – Hong Kong, 1956, Duncan Sil Hung Leung, aos 15 anos, está lá fora correndo na sacada.
Bruce Lee aparece e grita: “Tenho algo novo para te mostrar”.
Duncan gosta de Bruce. Sua prima, que é atriz de filmes, os apresentou. Esses dois caras têm um interesse em comum: vencer brigas de rua.
Então os dois se juntam na sacada para testar a novidade. Duncan não está muito preocupado; está acostumado com as coisas de Bruce. Eles começam a fazer sparring.
QUARTO DE RESPIRAÇÃO
Duncan Leung conta a história com seu vozeirão, 40 anos mais tarde.
“Depois de um tempo eu disse, ‘Ainda não tem espaço suficiente’.
Aí fomos para a colina. Espaço não faltava lá, mas...
‘Onde você aprendeu isso?’ Perguntei pra ele – a técnica era “caça punhos”. Ele me disse que tinha um professor novo e que ele gostaria que eu conhecesse.
O nome do Sifu era Yip Man”.
Uma pausa cheia de respeito e curiosidade interrompe a conversa.
Que privilégio ter sido ensinado pelo pai do Wing Chun moderno! Lembra como Sifu Man foi retratado em Dragon? Como um velho Santo de olhos brilhantes, como Ghandi no corpo de George Burns interpretando Deus.
Hoje Duncan é diretor de administração de uma companhia de importação – exportação com escritórios em Virgínia Beach e Hong Kong. Previamente ele desfrutou de sucesso em caças diversas como a filmes de Hong Kong (onde ele produziu 24 longas-metragens) a armas de fogo (de uma só vez ele foi o décimo quinto maior importador dos EUA). E quando ele viajava internacionalmente para ensinar Wing Chun era o mais bem pago do circuito.
O amigo de Bruce Lee ainda é o mais intensamente provado e menos publicado de outros grandes no renascimento de meio século das artes marciais de Hong Kong. Lidar com ele talvez leve a vê-lo como um anti – Bruce: ‘gênio negro’ do renascimento dourado do Wing Chum.
REVOLUCIONÁRIO
Duncan Leung não é um gênio somente por ter trocado golpes com lendas. Ou porque desde a sua adolescência ele nunca perdeu uma briga (e briga de rua é sua maior paixão – “diariamente. Durante anos. É divertido”). No entanto, Duncan fez o que os gênios fazem – revolucionou.
Duncan Leung alterou radicalmente a natureza da defesa pessoal por toda uma geração de praticantes, nos bastidores, como Bruce Lee fez publicamente. Como? Durante vinte anos ele ajudou a redefinir combates para mulheres e homens americanos de uniforme, aqueles parecidíssimos com a luta mortal: nossas forças armadas e autoridades legais.
Mais do que apenas um artista marcial profissional, Leung é um profissional de profissionais. Ele não treina alunos, mas os instrutores, que são mais difíceis de impressionar.
Duncan já foi tutor das tropas de choque mais fortes do planeta, Navy SEALS. Atrás de sua carteira tem placas do Team Two e do Team Four: “Pelas lições bem ensinadas”. Ter treinado SEALS é um certificado de conhecimento avançado – já que pode impressionar SEALS...
Vamos ouvir David K. Paaina, instrutor chefe Hand to Hand do SEAL Team Two:
“Suas maneiras afáveis, a intensidade com a qual ele ensina e a maneira com a qual ele conduz os negócios me levam apenas a concluir uma coisa; que ele é o melhor profissional que eu já vi.
Qualquer que sejam seus esforços, eu apoio Duncan de todo.
De mim e de meus colegas de time partem agradecimentos e gratidão de coração”.
Da Marinha, do Exército, do FBI, da Polícia da Virgínia, Duncan Leung tem mais cartas de tributo do que ele pode emoldurar, tem mais placas do que paredes para colocá-las. Só tem um pequeno espaço para o Colt 45, gravado, presenteado pelo FBI.
VINDO DAS SOMBRAS
Aqui está um homem extraordinário, aparentemente no auge dos seus poderes. Ainda que recentemente isso tenha ido adiante, fora das suas da sacola preta de operações e informações classificadas para dar consultoria, Duncan Leung diz que sua missão está cumprida: “estou cansado e de saco cheio de qualquer arte marcial”.
Duncan olha para baixo para jogar o cigarro fora. É difícil não dar uma olhada na sua cicatriz de novo. Parte de sua ‘geniosidade negra’ deve-se às suas cicatrizes.
FLASHBACK – Cantão, China, 1942. Duncan nasceu numa família de boas condições. Seu pai era dono de jornais. Vários anos mais tarde eles se mudaram para Macao, quando aconteceu uma tragédia: Duncan testemunhou o assassinato do próprio pai. Está é a cicatriz interna.
Aos sete anos, um trabalho dentário fica infeccionado e leva à cirurgia que, infelizmente, também é mal feita. Resultado: sua mandíbula carrega uma cicatriz profunda, na frente de sua orelha direita. Está é a cicatriz externa.
Então o destino entra em cena, como não poderia deixar de ser: os médicos sugerem artes marciais como terapia pós-operatória. Foi assim, portanto, que tudo começou, para trazer sua cura.
“No começo eu não queria aprender a lutar. Mas depois que eu aprendi artes marciais, fiquei interessado em - eu era um menino mau, de qualquer forma – em machucar pessoas. Eu pensei: ‘É um jogo, é bom, é divertido.’. E comecei a gostar da idéia”.
“Aí você iria lutar com Bruce”.
“Não tanto quanto os jornais dizem... Bruce Lee era bom. Ele era bom quando treinávamos junto com Old Man, e mais tarde (quando voltou de Hong Kong) era melhor ainda. Significava muito para mim o fato do Bruce Lee ter mantido contato comigo”.
ANOS DE EXPERIÊNCIA
A entrevista de Duncan se passou no espaço da escola de Wing Chun, que ele divide em noites alternadas com seu amigo Sifu Hoy Lee, o sênior americano de Jow Ga.
“Por que você está concedendo uma entrevista de artes marciais depois de tantos anos?”.
“Não é para me promover” Não estou mais ensinando. Mas... Eu me sinto na posição de contar minha experiência para as pessoas pelo inferno que passei adquirindo-a.
Sim, eu quero que as pessoas entendam – O que é arte marcial? A arte é – Eu posso te bater, mas você não me bate. E eu quero que saibam – qual a melhor arte marcial? É aquela que te traz confiança, que te convence e que combina com você. Quem é melhor professor? Não é o quanto o professor é bom, mas sim o quanto ele te faz bom.
Por último, o que é Wing Chun? Você domina o seu oponente não pela força ou pela velocidade, mas encurtando sua distância, quebrando seu ritmo – e avançando. Porque eu quero fazer com que você venha a mim.
E só há uma maneira de descobrir o que é útil ou não, se você aprendeu alguma coisa ou não. Tente. Justamente como Old Man nos ensinou: ‘ Quer saber o quanto você é bom? Arrisque, procure briga’. E se você foi bem treinado você não vê, você não enxerga. Apenas reage.”
E quanto mais ele fala de Yip Man, mais óbvio fica que Duncan o venera. Old Man odiava estrangeiros. “Ele cobrou $8, 00. Comecei a treinar com Bruce. Mas continuei observando o que os alunos mais velhos estavam fazendo. Depois fui até Old Man e disse: ‘Isso é tudo?’ É que eu não estava muito impressionado. ‘O que você espera por $8,00?’, ele me perguntou: tem $300 aí?”.
“DEFENDENDO A TIGELA DE ARROZ”
Duncan explica que se Sifu Man tivesse que expor os principais ensinamentos do Wing Chun para os alunos menos informais, em breve ele os veria abrindo escolas concorrentes na mesma rua. Old Man estava apenas “defendendo sua tigela de arroz”.
Então Duncan fez que sua mãe pagasse, durante anos, por aulas particulares. O resto é história. Ele seguiu adiante para se tornar um dos dois ou três melhores lutadores de Wing Chun de sua geração, nivelando-se a Willian Cheung, quem ele conhece e admira.
“E quanto à herança de Yip Man?”.
“O Old Man criou dois problemas... Hoje em dia você vê o Wing Chun, todos pensam que estão fazendo a coisa certa, no entanto 99% das escolas que você for, ensinam de jeitos diferentes. Por quê? Todas vêm de Old Man”.
“Bem, dizem que ele modificaria os ensinamentos de acordo com...”.
“Não. Wing Chun é muito abstrato. Ou você entende ou você não entende. Se não entender, pergunte assim, ‘Sifu, está certo assim, não é?’
Ele sempre disse; ‘sim, você é um gênio, você é o melhor’. Então, o que você pode pensar? ‘Ora, estou fazendo direito, ele (seu colega) está fazendo errado’. E é por isso que – mesmo estilo, ensinando do mesmo jeito – todos fazem diferente.
O segundo problema, ele não te ensinaria nada se não fosse pago suficientemente”.
“Qual foi a lição mais importante que ele te ensinou?”.
“Old Man disse: ‘não acredite em mim. Descubra por você mesmo se funciona ou não. Daí você sabe se fez certo ou errado; daí você tira se o que eu te ensinei é bom ou ruim’”.
“Ele te ensinou a procurar briga?”.
“Nos levou a elas, para falar a verdade”.
“Você não pode fazer isso com os alunos hoje em dia, ou pode?”.
“Não. Old Man disse também: ‘Quer fazer o melhor nas artes marciais? Você tem que: ser jovem quando quiser aprender. E tem que ser impulsivo. Jovem e impulsivo. E tem que ter tripas, ser capaz de suportar alguma dor. Tem que ser rico, para poder me pagar. E acima de tudo, não ter hábitos’”.
“Não ter maus hábitos”.
“Não, nada a ver com fumo ou bebida. Não ter hábitos – problemas familiares, garotas, seus problemas de infância, os problemas de seus pais”.
No mesmo ano em que Bruce Lee deixou Hong Kong, para ir para os EUA, Duncan se mudou para a Austrália. Eventualmente, ele se viu muito envolvido com importação-exportação DOW UNDER, o que significou bastantes viagens.
CONCLUINDO
Em 1970, durante uma viagem de negócios a Nova Iorque, Duncan recebeu uma oferta de trabalho que consistia em dar aulas particulares. Como houve divulgação boca a boca, e com isso Duncan se encheu de clientes, ele abriu sua primeira escola americana na 2 Greet Jones Street Chinatown, Nova Iorque. A América descobriu Duncan Leung.
Houve várias jogadas rancorosas associadas com seu pioneirismo em ensinar em escolas de livre acesso, nesses dias sempre houve sifus que se sentiriam chamados pela honra para desafiá-lo por ensinar “segredos” chineses a “estrangeiros diabólicos”.
No Koon (academia) da rua Great Jones, uma “disputa com o portão fechado”, passou a significar que os oponentes de Duncan não conseguiam sair antes de serem jogados pra fora.
“Como você espera que eu te demonstre o Wing Chun? O único caminho é: ‘Okay,Teste-me’”.
Um dos professores que testaram Duncan foi Ron Van Clief, visto recentemente lutando contra Royce Gracie no Ultimate Fighting Championship IV. Na tradição de seus estilos, Duncan e o Dragão Negro tornaram-se amigos. Eles ainda fizeram um poucos de show business e história das artes marciais juntos através da co-produção do primeiro kung fu na Broadway, uma revisão de astros chamada “Kung Fu - Uma mística excursão no mundo da defesa pessoal oriental”
“Todos estão fazendo Chi Sao demais” ele diz sobre o Wing Chun de hojePor quê?“Eles não tem ensinado para você nada além de Chi Sao. Wing Chun é famoso por causa do Chi Sao. Sim, isso é coisa mais importante – para um iniciante”.
“Mas quem luta com Chi Sao? Como se não há contato? Seu oponente não tem de estar em contato para lançar um chute ou um soco em você. Chi Sao é importante para aprender sensibilidade, mas o mais importante é aprender a se cobrir”.
“Veja, nós não bloqueamos. Nós cobrimos. Bloquear nunca funciona. Bloqueando, você tem de ver o que acontece, então você se protege. Cobrir é: antes de acontecer, você se cobre. Então eu sempre estou um passo à frente de você”.
“Na maioria dos estilos, eles batem uns nos outros. No Wing Chun, eu estou cobrindo e batendo ao mesmo tempo. Nós fazemos tudo simultaneamente. Resultado: Eu sou duas vezes mais rápido, e eu não sou atingido”. Pausa.
Nós interceptamos (chutes) usando chutes baixos de parar chutes. Você não pode me alcançar, eu vou parar a sua perna primeiro Se eu estou chutando suas pernas, eu tenho melhor alcance do que você, e é mais rápido (chutando baixo, em vez de chutar acima da cintura).”
“E há prática solo (sem parceiro) demais. Wing Chun precisa ser pré-definido através de repetição, dois a dois, não sozinho. E quando eles fizerem sparring, eles não devem ficar se espancando. Isso é estúpido. Aprenda como não ser atingido.”
Já passa da meia noite quando Duncan finaliza seu interrogatório. O próprio entrevistador está preto e azul de algumas das vigorosas “explanações”. Boas-noites são ditas, ele aperta as mãos com firmeza. Ele é pequeno e blasé, e ainda depois de alguma emoção ríspida, o que Duncan Leung inspira em outro homem, além de respeito é...Lealdade.
Na manhã seguinte seu amigo Hoy Lee tenta colocar uma boa expressão na conversa sobre a aposentadoria de Duncan. “Talvez ele irá apenas dar um tempo por ora...” Ele comenta, “você conhece artes marciais. Épocas boas, algumas ruins, mas isto está sempre em seu sangue.”
Bem que Bruce poderia parar mostrar a Duncan um novo movimento, você não acha?
Por Herb Borkland, que é um freqüente colaborador da revista “Inside Kung Fu”. A última vez que escreveu foi sobre o Sifu de Maryland, Hoy Lee, na matéria de agosto de 1995

terça-feira, 3 de maio de 2011

Especial mook yan jong




O Treinamento no Mook Jong tornou-se bastante conhecido. Você vê isso em filmes sobre Bruce Lee, no cinema feito por Jackie Chan e em muitos outros. Mesmo aqueles que estão fora do sistema Wing Chun sabem sobre o Mook Yan Jong. Muitas pessoas de outros estilos de Wing Chun,podem até mesmo comprá-los. O problema é que muitos artistas marciais, até mesmo alguns dentro do sistema de Wing Chun, não entendem o Mook Yan Jong. Por esta razão, eles não recebem benefícios a partir dele. O Mook Yan Jong é  incrível em sua simplicidade. O fato de este aparelho simples realizar tanto é um feito de engenharia incrível. De vez em quando, as pessoas vão adicionar uma perna ou alguns braços, molas e outros apitos e sinos em uma tentativa de inventar uma nova e melhorada peça de Mook Jong. Estas tentativas simplesmente indicam que a pessoa não entende o clássico Mook Jong (ou ele ou ela está olhando principalmente para um dispositivo de marketing para definir o seu produto). Embora algumas pessoas podem achar que é bom negócio implica que eles tenham alguma forma de descobrir algo que os outros não têm, pode ser confuso para novos alunos ao Mook Yan Jong. Aqueles que realmente entendem do Mook Jong perceber que ele não precisa de novos acessórios, baterias ou campainhas. 


Finalidade 


No Wing Chun, cada exercício de treino tem uma finalidade específica. As formas de ensinar a posição e movimento. O Mook Jong traduz os movimentos dentro das formas em "Aplicações Root". Isso não significa que há apenas 108 técnicas no Sistema Wing Chun. Significa simplesmente que os movimentos ensinados no Mook Yan Jong são as aplicações de raiz ou base a partir da qual todos os outros são derivados. Uma vez que estes são dominados, outros crescem fora deles com relativa facilidade. 


Dissipando EQUÍVOCOS  - Mook Yan Jong NÃO é um MAKAWARI 

Um dos maiores equívocos sobre a madeira Mook Jong é que é para endurecer os braços. Isso é pura bobagemUm dos princípios básicos em Wing Chun é "não usar  a força contra força"É lógico então supor que nós não devemos colidir os nossos braços com os braços do Mook Jong. O objetivo, de fato, é exatamente o oposto. O objetivo é contornar os braços e achar o caminho de menor resistência. Aqueles que apenas batem nos braços do Mook Yan Jong estão simplesmente exibindo uma falta de conhecimento, tanto do Mook Jong,quanto sobre os princípios fundamentais do sistema. Outro equívoco é que o Mook Jong é principalmente para melhorar a posição das mãos. Embora o Mook Jong tem um grande valor nesta área,mas tem igualmente importante valor no footwork, posicionamento e ângulo. Os alunos que treinam no Mook Yan Jong consciêntemente vão achar que o seu footwork tanto em Chi Sao,quanto em sparring terá melhora drástica.
Quando o footwork é feito corretamente as mãos parecem se encaixar com facilidade. Se o footwork é incorreto, os movimentos da mão se tornam difíceis ou impossíveis. 




 Sitaigung Yip Man no Mook Yan Jong 


3 Braços ????

 Embora o Mook Jong tenha três braços, os três braços não representam membros fixos.Todas as três armas podem, às vezes, representam um dos braços em diversas posições. A extremidade do braço (s) representam o cotovelo, e não a mão. A linha presumida de energia se estende para fora do cotovelo. É por isso que os braços são tão curtos. Assim, a perna representa o membro ativo inferior da perna em jogo naquele momento. Na verdade, seria um impedimento para o trabalho de pés e movimentos em torno do Mook Jong incluir uma segunda etapa. 

Movimentos 

Houve alguma divergência sobre quantos movimentos há na forma (Kuen to). Mais uma vez, em uma tentativa de criar um "marketing de vendas ', há aqueles que afirmam conhecer os movimentos extra. Classicamente, o número de movimentos aceito é de 108. Na verdade, este número tem mais a ver com numerologia chinesa do que com uma contagem precisa dos movimentos. 
Na numerologia chinesa, o número três (e seus múltiplos), bem como o número 108 tem significado espiritual. Por esta razão, você vai achar que os movimentos nas formas de Wing Chun e no Mook Yan Jong são organizadas para caber esses números principalmente pelo seu significado numérico e espiritual. Ela tem pouco a ver com o real número de movimentos. 


Mook Jong Construção - boneco de madeira 

As dimensões do Mook Jong não são esculpidos em pedraCada tronco do manequim era um pouco diferente. O fator crítico é nas dimensões e espaçamento relativo dos braços e na construção e estimulação da perna, em relação aos braços. Basicamente, o tronco pode ser de cerca de sete centímetros e meio a nove centímetros de diâmetro. Em um clássico Mook Jong, o tronco será de cerca de cinqüenta e quatro centímetros de altura. Os braços devem ficar cerca de doze centímetros do tronco. 

Configurando o seu Mook Jong 

Não há nenhuma altura específica para o Mook Yan Jong. Assim como você não usaria as mesmas configurações para cada pessoa em uma máquina de exercício, o Mook Jong precisa ser definido de maneira diferente para pessoas de diferentes alturas.Seu Jong deve ser configurado de modo que o braço fique em cima de seu ombro quando você está na frente do Mook Jong em uma posição neutra. 


Resultado 

O treinamento no Mook Yan Jong pode ajudá-lo a melhorar muito o footwork. Pode dar-lhe as ferramentas para redirecionar a energia de forma eficaz. Ele pode ajudá-lo a desenvolver as habilidades necessárias para encontrar o caminho de menor resistência com rapidez e facilidade. Ele irá treiná-lo para fechar todas as janelas de oportunidade para o oponente. Em suma, pode fazer de você um profissional mais eficiente e aumentar seu nível de conhecimento geral, se você souber como usá-lo corretamente. Se você souber como usar o Mook Yan Jong, ele pode ser um grande parceiro de treino.Se você não fizer isso, e você optar por comprar um, ele pode se tornar um cabide muito caro.

domingo, 1 de maio de 2011

Wing Chun Showbussines - alguns famosos praticantes

Momento "Tv fama" do blog do Dido.Vamos dar uma pequena espiada em alguns artistas famosos que se interessaram e que de certa forma ajudam a divulgar a arte marcial chamada wing chun...




Impossível falar de wing chun sem citar o seu praticante mais famoso; Bruce Lee,afinal, ele foi o responsável em grande parte,pela popularização das artes marciais chinesas,em especial o Wing chun.


Robert Downey Jr, um dos atores com histórico conturbado de hollywood também dá uma canja no wing chun



Donnie Yen é um dos atores mais famosos na Ásia atualmente e praticante de vários estilos de kung fu,protagonizou os dois primeiros filmes sobre a vida de sitaigung Yip Man






Pra quem assistiu Perigo em Bankok,pôde dar uma sacada no tang chi sao de Nicolas Cage...








Christian Bale durante as filmagens de Batman,teve aulas de wing chun






Michele Yeoh também é uma famosa atrz asiática pelas performances com movimentos de wing chun






Jackie Chan é praticante de wing chun desde os anos 80,tendo treinado com Leung Ting